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X-WR-CALNAME;ENCODING=QUOTED-PRINTABLE:TMA - Temporada 09/10 - TEATRO

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SUMMARY;ENCODING=QUOTED-PRINTABLE:CONTRAC=C7=D5ES
DESCRIPTION;ENCODING=QUOTED-PRINTABLE:CONTRAC=C7=D5ES=0D=0Aencena=E7=E3o de SOLVEIG NORDLUND=0D=0A=0D=0AContrac=E7=F5es, do jovem dramaturgo brit=E2nico Mike Bartlett, n=
=E3o podia ser mais actual. Nesta =E9poca de crise, em que os despedimento=
s s=E3o uma preocupa=E7=E3o =E0 escala global, a pe=E7a de Bartlett questi=
ona at=E9 que ponto estamos dispostos a sacrificar a nossa vida para salva=
guardar o nosso emprego. A jovem vendedora Ema assina com uma multinaciona=
l um contrato, no qual se encontra definido o grau de relacionamento permi=
tido entre colegas da empresa. O autor faz evoluir esta quest=E3o at=E9 at=
ingir o absurdo total.=0D=0A=0D=0ASolveig Nordlund j=E1 =E9 uma criad=
ora reconhecida em Almada e do Festival =96 aqui dirigiu nomeadamente Uma =
pe=E7a de teatro e Os ant=EDlopes. Tendo come=E7ado a trabalhar no cinema =
como montadora, estreou-se em 1978 como realizadora (com o filme Nem p=E1s=
saro nem peixe). Dez anos depois realizou a sua primeira encena=E7=E3o =96=
 A noite =E9 m=E3e do dia, de Lars Nor=E9n. Desde ent=E3o, encenou textos,=
 entre outros, de Jon Fosse, Harold Pinter, Erland Josephson e Henning Man=
kell.=0D=0A=0D=0AMike Bartlett (n. 1980) =E9 um jovem dramaturgo e en=
cenador ingl=EAs. =C9 tamb=E9m co-director art=EDstico da Shapeshifter The=
atre Company. As suas pe=E7as t=EAm sido apresentadas em v=E1rios teatros =
brit=E2nicos e na BBC. Em 2007, enquanto escritor residente do Royal Court=
 Theatre, estreou a=ED a sua pe=E7a My child. Artefacts foi estreada no Bu=
sh Theatre, em Londres, em 2008, seguindo-se uma digress=E3o nacional. No =
mesmo ano adaptou para o Royal Theatre a sua pe=E7a radiof=F3nica Love Con=
tract, dando-lhe o t=EDtulo de Contractions. Outra das suas pe=E7as para r=
=E1dio, Not talking, sobre os objectores de consci=EAncia brit=E2nicos dur=
ante a II Guerra Mundial, venceu o Tinniswood Award, em 2006.=0D=0A=0D=0A[ http://www.ctalmada.pt/cgi-bin/wnp_db_dynamic_record.pl?dn=3Ddb_temporada&sn=3Dtemporada_09-=
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SUMMARY;ENCODING=QUOTED-PRINTABLE:A CAN=C7=C3O DO VALE
DESCRIPTION;ENCODING=QUOTED-PRINTABLE:A CAN=C7=C3O DO VALE=0D=0Aencena=E7=E3o de JORGE SILVA=0D=0A=0D=0AO agricultor afric=E2nder Abraam Jonkers vive com a sua neta Ver=F3nica nu=
ma pequena aldeia da regi=E3o do grande Karoo, na =C1 frica do Sul. Cultiv=
a um peda=E7o de terra de uma herdade que pertence a uma fam=EDlia anglo-s=
ax=F3nica e vive a ang=FAstia da suspeita de lhe retirarem as terras onde =
sempre viveu e trabalhou. Abraam =E9 a tradi=E7=E3o, o representante da vi=
da patriarcal e tranquila da vastid=E3o africana. Mas Ver=F3nica tem um so=
nho: partir e ser cantora em Joanesburgo, a grande cidade onde nasceu.=0D=0AO dramaturgo sul-africano Athol Fugard (n. 1932) est=E1 de regresso =
ao Teatro Municipal de Almada (no Festival de 2007, assistimos =E0 encen=
a=E7=E3o de Peter Brook da sua pe=E7a Sizwe Banzi est mort ). Em Can=E7=E3=
o do vale, Fugard centra se na reconstru=E7=E3o de uma identidade plural e=
 complexa numa =C1 frica do Sul ainda amea=E7ada pelos espectros do Aparth=
eid. Sobre esta produ=E7=E3o, escreveu Rui Pina Coelho, no P=FAblico: =ABJ=
orge Silva descobre no texto a universalidade do tema e =E9 dif=EDcil n=E3=
o nos situarmos afectivamente na desertifica=E7=E3o do interior, nos latif=
=FAndios alentejanos e nas promessas falhadas da Reforma Agr=E1ria. [...] =
Jos=E9 Peixoto narra e interpreta, evocando paisagens maiores e hist=F3ria=
s mais antigas, contaminando tudo com uma enorme densidade de contador de =
hist=F3rias. Carla Galv=E3o, cantando e interpretando, em mais um trabalho=
 extraordin=E1rio, contrabalan=E7a com jovialidade e ritmo, compondo uma f=
igura de grande densidade emocional.=BB=0D=0A=0D=0A[ http://www.ctalmada.pt/cgi-bin/wnp_db_dynamic_record.pl?dn=3Ddb_temporada&sn=3Dtemporada_09-=
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DESCRIPTION;ENCODING=QUOTED-PRINTABLE:A DAN=C7A FINAL=0D=0Aencena=E7=E3o de ROG=C9RIO DE CARVALHO=0D=0A=0D=0AColaborador regular do TMA, o encenador Rog=E9rio de Carvalho prop=F5e-nos=
 este ano A dan=E7a final (1993), acutilante com=E9dia onde Pl=EDnio Marco=
s retrata um casal de classe m=E9dia que detesta envelhecer. Os filhos qua=
se criados e o desafogo material antecipam uma velhice tranquila, expectat=
iva abalada, todavia, quando o marido se descobre impotente. Discuss=F5es =
sobre a piscina, o futuro dos filhos ou a troca do carro ganham, assim, um=
a nova dimens=E3o. Apesar de tudo, a mulher insiste em comemorar as Bodas =
de Prata, marcando a cerim=F3nia religiosa e um lauto copo de =E1gua. Com =
orquestra e buffet pagos, o casal enreda-se, por=E9m, numa discuss=E3o bic=
uda sobre a real possibilidade de comemorarem uma segunda lua-de-mel.=0D=0A=
=0D=0ATendo sido bate-chapas, jogador de futebol e artista de circo, o cria=
dor brasileiro Pl=EDnio Marcos (1935-1999) lan=E7a-se, a partir de 1960, c=
omo actor de teatro e televis=E3o. Em 1965 estreia-se na encena=E7=E3o, co=
m Reportagem de um tempo mau. Sobre a sua conhecida confer=EAncia-performa=
nce O palha=E7o repete seu discurso, escreveu: =ABO Palha=E7o, marginaliza=
do por n=E3o aceitar as regras do jogo dos homens enquadrados, n=E3o se af=
asta da sociedade. Permanece nas proximidades dos cidad=E3os contribuintes=
, destruindo seus valores, ridicularizando-os com seu humor grosso, chocan=
do-os com sua linguagem livre, instigando-os para a tomada de consci=EAnci=
a, na esperan=E7a de despert=E1-los para a vida. Ah, existe tanto amor nes=
se maldito Palha=E7o...=BB.=0D=0A=0D=0A[ http://www.ctalmada.pt/cgi-bin/wnp_db_dynamic_record.pl?dn=3Ddb_temporada&sn=3Dtemporada_09-=
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SUMMARY;ENCODING=QUOTED-PRINTABLE:DONA RAPOSA E OUTROS ANIMAIS
DESCRIPTION;ENCODING=QUOTED-PRINTABLE:DONA RAPOSA E OUTROS ANIMAIS=0D=0Aencena=E7=E3o de TERESA GAFEIRA=0D=0A=0D=0AD. Raposa e outros animais, baseado nas f=E1bulas de La Fontaine, l=
an=E7a um olhar pedag=F3gico e profundamente ir=F3nico, t=EDpico do c=E9le=
bre autor franc=EAs, sobre o mundo dos animais, retratando algumas persona=
gens do nosso dia-a-dia atrav=E9s de alegorias subtis. A cigarra, a formig=
a, a lebre, a tartaruga, o corvo e (como n=E3o podia deixar de ser) a rapo=
sa s=E3o algumas das personagens destas hist=F3rias, com as quais nos dive=
rtiremos a encontrar semelhan=E7as connosco pr=F3prios.=0D=0A=0D=0AO corv=
o e a raposa=0D=0AEmpoleirado numa =E1rvore, o senhor corvo, tinha pres=
o no bico um belo queijo. O senhor raposo, atra=EDdo pelo cheiro, encanta-=
o com estas palavras,=0D=0A- Bom dia, excelent=EDssimo senhor corvo. Oh, co=
mo =E9 bonito! Que beleza impressionante! Com toda a sinceridade, se a sua=
 voz for igual =E0 sua t=E3o espl=EAndida plumagem, v=F3s sois o mais belo=
 entre os mais belos habitantes deste bosque.=0D=0AAo ouvir estas palavras =
o corvo n=E3o cabe em si de contente, e para provar que tamb=E9m tem bela =
voz, abre o seu grande bico e deixa cair a sua t=E3o gostosa presa. O rapo=
so apanha-a com destreza e diz:=0D=0A- Meu senhor, aprenda que todo o lison=
jeador vive =E1s custas de quem o ouve. Esta li=E7=E3o, creio eu, vale bem=
 este bom queijo.=0D=0AO corvo, confuso e envergonhado, jura, mas tarde dem=
ais, nunca mais ser enganado.=0D=0A=0D=0A[ http://www.ctalmada.pt/cgi-bin/wnp_db_dynamic_record.pl?dn=3Ddb_temporada&sn=3Dtemporada_09-=
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SUMMARY;ENCODING=QUOTED-PRINTABLE:ANA
DESCRIPTION;ENCODING=QUOTED-PRINTABLE:ANA=0D=0Aencena=E7=E3o de JORGE SILVA MELO=0D=0A=0D=0ADepois de, na temporada passada, termos podido assistir no Teatro Municipa=
l de Almada a Dois homens =96 primeira pe=E7a de Jos=E9 Maria Vieir=
a Mendes =96, o encenador Jorge Silva Melo prop=F5e-nos agora o mais recen=
te texto do jovem dramaturgo portugu=EAs. Em Ana, Vieira Mendes fix=
a-se, uma vez mais =96 como em T 1, de 2003, ou A minha mulher, de =
2007 =96 num ambiente fechado, vagamente familiar e prestes a explodir.=0D=0AUm homem s=F3 n=E3o =E9 ningu=E9m. =C9 preciso que algu=E9m o ch=
ame.=0D=0ABertolt Brecht, Um homem =E9 um homem=0D=0A=0D=0A=
Uma mulher, Ana, e um homem, Paulo, em casa, num dia de descanso. Ele, ape=
sar de tudo, irrequieto, parece que assustado, n=E3o se sabe ao certo com =
o qu=EA. Ela resolve fazer um ch=E1 que o acalme mas quando voltar a entra=
r encontrar=E1 j=E1 outro homem, um que vem de tr=E1s, de outro tempo. E o=
 tempo, motor de Ana, continuar=E1 a baralhar =E0 medida que formos avan=
=E7ando pelos tr=EAs dias que fazem por estruturar uma narrativa que se es=
tilha=E7a e abre. Para o final, uma mulher sozinha, chamando pelo seu pr=
=F3prio nome, =E0 procura de algu=E9m ao seu lado que justifique a exist=
=EAncia.=0D=0A=0D=0AJos=E9 Maria Vieira Mendes (Lisboa, 1976) frequen=
tou, em 2000, a International Residency do Royal Court Theatre, de Londres=
, e, em 2005, esteve em Berlim, com uma bolsa da Funda=E7=E3o Calouste Gul=
benkian. =C9 autor das pe=E7as Ch=E3o (2001), T1 (2003), =
Cena caganita (2005), Proposta concreta (2005), A minha mulh=
er (2007), Duas p=E1ginas (2007), Intervalo (2008) e =
Onde vamos morar (2008). (Re)escreveu ainda Crime e castigo (19=
99, a partir de Dostoi=E9vski), Dois homens (1998, a partir de Kafk=
a), Morrer (2000, a partir de Arthur Schnitzler), L=E1 ao fundo =
o rio (2000, a partir de Dostoi=E9vski), Se o mundo n=E3o fosse ass=
im (2004, sobre motivos de Damon Runyon), O avarento ou A =FAltima =
festa (2007, a partir de Moli=E8re), Aos peixes (2008, a partir=
 de Herman Melville). Traduziu Samuel Beckett, Duncan McLean, Jon Fosse, H=
arold Pinter, Heiner M=FCller, Rainer Werner Fassbinder e Franz Kafka. Tra=
duzida em v=E1rias l=EDnguas, a sua obra foi distinguida com v=E1rios pr=
=E9mios, entre os quais o Pr=E9mio Luso-Brasileiro de Dramaturgia Ant=F3ni=
o Jos=E9 da Silva (em 2006, com a pe=E7a A minha mulher).=0D=0A=0D=0A[ http://www.ctalmada.pt/cgi-bin/wnp_db_dynamic_record.pl?dn=3Ddb_temporada&sn=3Dtemporada_09-=
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DESCRIPTION;ENCODING=QUOTED-PRINTABLE:DO DESASSOSSEGO=0D=0Aencena=E7=E3o de JO=C3O MOTA=0D=0A=0D=0AInteiramente baseado no Livro do desassossego, de Bernardo Soares /=
 Fernando Pessoa, este =E9 um mon=F3logo interpretado por duas personagens=
: um actor (Carlos Paulo) e um m=FAsico (Hugo Franco). O actor representar=
=E1 seis personagens que comp=F5em o imenso caleidosc=F3pio de viv=EAncias=
 do texto pessoano: o Escritur=E1rio, a Crian=E7a, o Mendigo, o Palestrant=
e, o Homem/Mulher e o Revoltado.=0D=0A=0D=0AEu sabia, desde o primeiro mo=
mento, que aquelas palavras viriam a ser minhas, e que tudo iria passar po=
r partilh=E1-las com o p=FAblico. Porque desde os dramaturgos gregos, at=
=E9 Shakespeare, onde todo o Teatro se cont=E9m, nada me havia deslumbrado=
 tanto como o Livro do desassossego do meu amigo Pessoa. O escritur=E1rio =
da Rua dos Douradores =E9 parte =EDntima de cada um de n=F3s, portugueses,=
 e resume em si, de forma sublime, a cultura, a l=EDngua, a geografia =96 =
os limites deste povo que somos, e n=E3o outro, desta forma t=E3o simples =
e complicada de ser-se portugu=EAs em pleno s=E9culo XX.=0D=0ACarlos=
 Paulo=0D=0A=0D=0A=ABJo=E3o Mota, autor da vers=E3o c=E9nica e da encena=
=E7=E3o, encontrou na forma one man show uma estrat=E9gia subtil para resp=
onder a tr=EAs dificuldades =F3bvias: o desamparo dramat=FArgico dum texto=
 concebido como narrativa e que se quis dar a ouvir tal como foi escrito; =
a total independ=EAncia dos excertos escolhidos, que s=F3 uma mesma inquie=
ta=E7=E3o existencial liga; o confronto, nesta colec=E7=E3o dispersa de es=
bo=E7os, dum excesso de exposi=E7=E3o do poeta com uma radical e vertigino=
sa oculta=E7=E3o heteron=EDmica. / [...] a intelig=EAncia duma ilumina=E=
7=E3o circense que isola o actor, a genial varia=E7=E3o expressiva com que=
 este confere verosimilhan=E7a =E0s diferentes personagens, a mudan=E7a de=
 figurinos em cena que enfatiza o jogo teatral, o contraponto entre o disc=
urso ouvido e a interven=E7=E3o musical que lhe revela o intenso lirismo s=
=E3o caracter=EDsticas dum trabalho onde, atrav=E9s dum dos mais brilhante=
s e comoventes desempenhos de Carlos Paulo, se procede a uma bel=EDssima e=
 did=E1ctica revis=E3o daquilo que, ainda hoje, faz de Pessoa o poeta do n=
osso desassossego.=BB=0D=0AMiguel-Pedro Quadrio, Di=E1rio de not=EDci=
as=0D=0A=0D=0A[ http://www.ctalmada.pt/cgi-bin/wnp_db_dynamic_record.pl?dn=3Ddb_temporada&sn=3Dtemporada_09-=
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SUMMARY;ENCODING=QUOTED-PRINTABLE:VIAGEM ORGANIZADA
DESCRIPTION;ENCODING=QUOTED-PRINTABLE:VIAGEM ORGANIZADA=0D=0Ade FILIPPO ARCELLONI, MAURO MOZZANI, FRANCO SARTORI e ROLANDO TA RQUINI=0D=0A=0D=0AViaggio organizatto (Viagem organizada) conta a aventura c=F3mica e=
 surreal de tr=EAs turistas t=EDpicos que embarcam numa volta ao Mundo, pa=
ralelamente =E0 narra=E7=E3o da aventura de tr=EAs actores, obrigados, pel=
a realiza=E7=E3o da pe=E7a, a explorar um outro planeta, o da fantasia. Qu=
ase sem palavras, a hist=F3ria chega-nos atrav=E9s da utiliza=E7=E3o de ba=
ndas sonoras, objectos, situa=E7=F5es c=F3micas e ac=E7=F5es f=EDsicas. O =
cr=EDtico italiano Mario Giorgetti considerou, na revista Sipario, =
que o espect=E1culo alimenta - ao jeito do nonsense surrealizante e=
 inspirado de Alfred Jarry - =ABuma sucess=E3o de inven=E7=F5es que, de =
t=E3o reais, se tornam =93pataf=EDsicas=94. Sem a m=EDnima pretens=E3o de =
um aprofundamento te=F3rico, Viaggio organizatto apresenta-se como =
um jogo l=FAdico de expressivas sugest=F5es=BB.=0D=0A=0D=0AO Grupo Teatral M=
anicomics nasceu em Piacenza (It=E1lia), em 1985, explorando sobretudo a l=
inguagem gestual, a m=FAsica, as vocaliza=E7=F5es e os sons feitos com obj=
ectos v=E1rios. Evidencia, assim, uma expressividade =96 no movimento, som=
 e ambiente - que visa a imediata comunicabilidade com o espectador. Deste=
 modo, o grupo privilegia o teatro de rua, a improvisa=E7=E3o e a interact=
ividade com o p=FAblico. Viaggio organizatto teve mais de 200 repre=
senta=E7=F5es em It=E1lia e no estrangeiro - em Fran=E7a, Pol=F3nia, R=FAs=
sia, Su=ED=E7a, Portugal, B=E9lgica, Alemanha, Holanda, Espanha e Argentin=
a - e foi =ABEspect=E1culo de Honra=BB do Festival de Almada de 1994.=0D=0A=0D=0A[ http://www.ctalmada.pt/cgi-bin/wnp_db_dynamic_record.pl?dn=3Ddb_temporada&sn=3Dtemporada_09-=
10_teatro&orn=3D910 ]
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LOCATION;ENCODING=QUOTED-PRINTABLE:Teatro Municipal de Almada
SUMMARY;ENCODING=QUOTED-PRINTABLE:POEMAS NA MINHA VIDA
DESCRIPTION;ENCODING=QUOTED-PRINTABLE:POEMAS NA MINHA VIDA=0D=0APOEMAS ITALIANOS, PORTUGUESES, UMBROS, ROMANOS E UM NAPOLITANO=0D=0Aencen=
a=E7=E3o de TERESA FARIA=0D=0A=0D=0A=ABNeste espect=E1culo est=E1 a minha alma - =E9 a minha alma. Estes poeta=
s s=E3o a minha alma g=E9mea. Tenho uma identifica=E7=E3o total com eles. =
E sinto um extraordin=E1rio privil=E9gio em poder comunicar convosco atrav=
=E9s das suas palavras. Poemas na minha vida sou eu.=BB=0D=0AIo Appolloni=0D=0ACom 44 anos de carreira art=EDstica, Io Appolloni participou em de=
zenas de pe=E7as de teatro, musicais, com=E9dia e revista; interpretou div=
ersas personagens no cinema; actuou como cantora e actriz em It=E1lia, Esp=
anha, Portugal, Angola, Mo=E7ambique, Estados-Unidos, Canad=E1, Alemanha e=
 Holanda; gravou para a televis=E3o portuguesa s=E9ries e programas de gas=
tronomia. Eis os poemas interpretados pela actriz neste espect=E1culo:=0D=0ACarta a meus filhos, Jorge de Sena=0D=0AUma pequenina luz, Jorge de S=
ena=0D=0AA Jorge de Sena no ch=E3o da Calif=F3rnia, Eug=E9nio de AndradeIl sale della l=EDngua, Eug=E9nio de Andrade=0D=0APoema para Galileo, Ant=
=F3nio Gede=E3o=0D=0APoema das =E1rvores, Ant=F3nio Gede=E3o=0D=0ASexo oral,=
 In=EAs Pedrosa=0D=0ASe fossi pittore, Edmondo de Amicis=0D=0AL=92Umbria, Ez=
io Valecchi=0D=0ALi veri artisti, Ezio Valecchi=0D=0APot-pourr=ED de can=E=
7=F5es romanas=0D=0ALa politica, Trilussa=0D=0AL=92omo e er lupo, TrilussaLa lucciola, Trilussa=0D=0AEr coccodrillo, Trilussa=0D=0A=92A livella, An=
t=F3nio de Curtis, Tot=F2=0D=0AN=E3o, n=E3o =E9 cansa=E7o, Fernando Pessoa/=
=C1lvaro de Campos=0D=0APara ser grande, s=EA inteiro, Fernando Pessoa/Rica=
rdo Reis=0D=0AIl mio passato, Alda Merini=0D=0A=0D=0A[ http://www.ctalmada.pt/cgi-bin/wnp_db_dynamic_record.pl?dn=3Ddb_temporada&sn=3Dtemporada_09-=
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SUMMARY;ENCODING=QUOTED-PRINTABLE:A M=C3E
DESCRIPTION;ENCODING=QUOTED-PRINTABLE:A M=C3E=0D=0Aencena=E7=E3o de JOAQUIM BENITE=0D=0A=0D=0AJoaquim Benite encena A m=E3e, de Bertolt Brecht, numa nova produ=E7=E3o d=
a Companhia de Teatro de Almada. A pe=E7a Die Mutter foi escrita em 1931 -=
 al=E9m de Brecht nela colaboraram Slatan Dudow, Hanns Eisler, Elisabeth H=
auptmann, Emil Burri -, aos quais se associaria G=FCnther Weisenborn, auto=
r de uma adapta=E7=E3o teatral alem=E3 do romance hom=F3nimo do escritor e=
 activista pol=EDtico russo M=E1ximo Gorki, publicado originalmente em 190=
6. Estreada em Berlim, em 1932, o autor s=F3 a dirigir=E1 em 1951, com o B=
erliner Ensemble, depois de voltar do ex=EDlio nos EUA (regressara a Berli=
m Oriental, em 1949).=0D=0A=0D=0APelagea Vlassova - assim se chama a =ABm=E3=
e=BB que protagoniza a pe=E7a e que, nesta produ=E7=E3o, ser=E1 interpreta=
da pela actriz Teresa Gafeira - sofre um dos mais cinzelados e conseguidos=
 processos de forma=E7=E3o da consci=EAncia no primeiro teatro de Brecht. =
Ultrapassando definitivamente o mero didactismo, o dramaturgo alem=E3o dei=
xa que Vlassova, sinuosa e progressivamente, aprenda a interpretar a luta =
de seu filho, que acabar=E1 por morrer, contra a iniquidade czarista. De d=
ona de casa timorata e apaziguadora, Pelagea Vlassova transformar-se-=E1 e=
m revolucion=E1ria activa, porta-estandarte de uma utopia nova, capaz at=
=E9 de identificar a ignor=E2ncia, o medo e o des=E2nimo como os principai=
s filtros entorpecedores de que se servem os totalitarismos (Brecht pensav=
a no capitalismo selvagem, mas especialmente, no nazismo, que subiria ao p=
oder em 1933).=0D=0A=0D=0ANas suas cria=E7=F5es mais recentes - basta lembra=
r Tim=E3o de Atenas, espect=E1culo baseado na pe=E7a hom=F3nima de Shakesp=
eare, que se estreou no Festival de Teatro Cl=E1ssico, de M=E9rida, O pres=
idente, de Thomas Bernhard, ou O doido e a morte, a pe=E7a de Raul Brand=
=E3o e a =F3pera de Alexandre Delgado -, Joaquim Benite tem-se interessado=
 particularmente por evidenciar a t=E9nue fronteira que separa a t=EDbia e=
 domesticada resigna=E7=E3o pequeno-burguesa do esfor=E7o - mesmo que exce=
ssivo - de tudo p=F4r em causa atrav=E9s da Raz=E3o. Este persistente elog=
io da intelig=EAncia n=E3o manifesta apenas a cren=E7a do encenador na cap=
acidade iluminadora da Raz=E3o, mas, talvez mais exactamente, a sua decidi=
da afirma=E7=E3o de que, para que a utopia se torne poss=EDvel, =E9 imperi=
oso pens=E1-la =ABemocionalmente=BB. =C9 com este horizonte que volta, ent=
=E3o, a ler atentamente um texto de Brecht de que j=E1 encenara tr=EAs cen=
as em 1980, redescobrindo o subtil apelo de mudan=E7a que nele se inscreve=
, os retratos de gente comum que inopinadamente se transcende, e a apelati=
va alegria en=E9rgica da sua estrutura musical. - M-PQ=0D=0A=0D=0A[ http://www.ctalmada.pt/cgi-bin/wnp_db_dynamic_record.pl?dn=3Ddb_temporada&sn=3Dtemporada_09-=
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SUMMARY;ENCODING=QUOTED-PRINTABLE:UMA VISITA INOPORTUNA
DESCRIPTION;ENCODING=QUOTED-PRINTABLE:UMA VISITA INOPORTUNA=0D=0Aencena=E7=E3o de PHILIP BOULAY=0D=0A=0D=0ANum ambiente improv=E1vel - o quarto de hospital onde Cirilo morre de Sida=
 -, assiste-se a um desfile de personagens bizarras. =C9 o anivers=E1rio d=
e Cirilo e o seu amigo Humberto =96 velho dandy de uma eleg=E2ncia =
arcaica - resolve ir v=EA-lo, facto ampliado numa sequ=EAncia felliniana d=
e visitas ex=F3ticas: um jovem e t=EDmido jornalista; uma diva oper=E1tica=
 italiana, engasgada com um osso de galinha; um lascivo professor de medic=
ina e a sua amante; uma enfermeira drogada e histericamente assassina. O h=
umor negro do dramaturgo e encenador argentino Copi - nasceu em 1939, morr=
endo de Sida em 1987 - conduz esta desvairada companhia a uma carnavalesca=
 morte colectiva, dissimulando num final t=EDpico do Ultra-Romantismo a do=
r lancinante do fim inevit=E1vel.=0D=0A=0D=0A=ABA minha pr=E1tica teatral =
=E9 exigente para poder ser acess=EDvel ao maior n=FAmero de espectadore=
s=BB. O livre rigor est=E9tico, aqui assumido pelo encenador franc=EAs Phi=
lip Boulay (n. 1967), =E9 bem conhecido dos espectadores de Almada, que pu=
deram assistir =E0s suas encena=E7=F5es de O ru=EDdo do mundo entrou-me=
 no ouvido - pe=E7a de Elsa Solal apresentada no TMA, em 2008 - ou de =
Na solid=E3o dos campos de algod=E3o, texto de Kolt=E8s visto no Fe=
stival de Almada de 2006. Sublinha-se, pois, o regresso do director art=ED=
stico da Wor(l)ds Compagnie, que trabalha tanto autores consagrados (Shake=
speare, Moli=E8re ou Marivaux), como contempor=E2neos (Mishima, Fellini, C=
opi ou, com particular afecto, Kolt=E8s).=0D=0A=0D=0A[ http://www.ctalmada.pt/cgi-bin/wnp_db_dynamic_record.pl?dn=3Ddb_temporada&sn=3Dtemporada_09-=
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SUMMARY;ENCODING=QUOTED-PRINTABLE:CAN=C7=D5ES DE BRECHT
DESCRIPTION;ENCODING=QUOTED-PRINTABLE:CAN=C7=D5ES DE BRECHT=0D=0Amusicados por KURT WEILL, HANS EISLER, PAUL DESSAU, KURT SCHWAEN, FRANZ BR=
UINIER E THEODOR ADORNO=0D=0A=0D=0ABrecht representado na Sala Principal do TMA, com a pe=E7a A m=E3e,=
 e Brecht cantado, na intimidade da Sala de Ensaios, em Can=E7=F5es de =
Brecht, espect=E1culo estreado no Festival de Almada de 2008. A actriz=
 Teresa Gafeira, que protagoniza A m=E3e, o tenor Lu=EDs Madureira =
e o pianista Jeff Cohen (ou Francisco Sassetti) convidam-nos a empreender,=
 de novo, uma viagem que, na sua est=E9tica amb=EDgua, evoca exemplarmente=
 todos os desejos de mudan=E7a que se digladiavam na Alemanha da primeira =
metade do s=E9culo XX.=0D=0ACan=E7=F5es de Brecht =96 projecto no qu=
al os temas po=E9ticos e musicais s=E3o retirados dos seus contextos origi=
nais =96, n=E3o rasura que a can=E7=E3o foi utilizada pelo dramaturgo alem=
=E3o como potente catalisador do efeito de distanciamento. O teatro deve, =
pois, apanhar o comboio do seu tempo, proporcionando ao p=FAblico instrume=
ntos de reflex=E3o, que o afastem tanto de uma delicodoce reinven=E7=E3o n=
aturalista do Mundo, quanto de um egocentrismo expressionista.=0D=0A=0D=0AA =
cr=EDtica considerou que =ABTeresa Gafeira n=E3o poderia ter encontrado me=
lhor equipa para se lan=E7ar neste territ=F3rio desconhecido. [...] O acom=
panhamento ao piano [de Jeff Cohen] foi fundamental para sustentar o ritmo=
 vibrantemente en=E9rgico que enervou as interpreta=E7=F5es da actriz e de=
 Lu=EDs Madureira. A forma como o seu movimento e os seus gestos acompanha=
ram os contrastes das can=E7=F5es, a sua not=E1vel enuncia=E7=E3o das n=E3=
o menos admir=E1veis vers=F5es portuguesas de Yvette Centeno, a arrepiante=
 profundidade com que explorou o seu bel=EDssimo e escuro timbre de contra=
lto devolveram-nos a desesperan=E7ada esperan=E7a com que Brecht imaginou =
a estupidificante f=E9erie do Capitalismo=BB.=0D=0A=0D=0A[ http://www.ctalmada.pt/cgi-bin/wnp_db_dynamic_record.pl?dn=3Ddb_temporada&sn=3Dtemporada_09-=
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SUMMARY;ENCODING=QUOTED-PRINTABLE:O BARBEIRO DE SEVILHA
DESCRIPTION;ENCODING=QUOTED-PRINTABLE:O BARBEIRO DE SEVILHA=0D=0Aencena=E7=E3o de TERESA GAFEIRA=0D=0A=0D=0ANum teatrinho de fantoches que reproduz o Teatro de S. Carlos procede-se=
 =E0 r=E9cita de O barbeiro de Sevilha, de Rossini. Os cantores s=
=E3o fantoches e os t=E9cnicos do teatro s=E3o os actores. Dos conflitos e=
ntre eles nasce um espect=E1culo paralelo: o da vida nos bastidores de um =
teatro. Este n=E3o =E9 um espect=E1culo de fantoches nem de actores, mas u=
m espect=E1culo de fantoches e actores, num mundo de m=FAsica e efeitos te=
atrais em que a =FAnica regra =E9 surpreender, divertir e maravilhar os ma=
is novos.=0D=0A=0D=0A=ABCentrando-se nas personagens de Lindoro, Rosina e =
F=EDgaro, o espect=E1culo articula uma narra=E7=E3o essencial da hist=F3ri=
a com n=FAmeros musicais. H=E1 ainda uma interven=E7=E3o dos fazedores do =
espect=E1culo, tanto na chamada de aten=E7=E3o para as figuras do maestro =
e dos m=FAsicos como na interven=E7=E3o directa dos manipuladores na ac=E7=
=E3o global. =C9 breve, e leva a crer que as crian=E7as, para n=E3o falar =
j=E1 dos pais, podem ficar com curiosidade e vontade de conhecer melhor o =
mundo da =F3pera. Se assim for, a aposta est=E1 ganha.=BB=0D=0AJo=E3o Ca=
rneiro, Expresso.=0D=0A=0D=0A[ http://www.ctalmada.pt/cgi-bin/wnp_db_dynamic_record.pl?dn=3Ddb_temporada&sn=3Dtemporada_09-=
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SUMMARY;ENCODING=QUOTED-PRINTABLE:CONCERTO =93=C0 LA CARTE=94
DESCRIPTION;ENCODING=QUOTED-PRINTABLE:CONCERTO =93=C0 LA CARTE=94=0D=0Aencena=E7=E3o de RUI MADEIRA=0D=0A=0D=0ASobre esta cent=E9sima produ=E7=E3o da Companhia de Teatro de Braga - prot=
agonizada pela actriz Ana Bustorff, co-fundadora da CTB -, Rui Madeira afi=
rma ter decidido =ABvoltar a um texto do realismo alem=E3o. Este Concerto =
=93=E0 la carte=94 - escrita por Franz Xaver Kroetz, em 1971 - =E9 um olha=
r frio, concreto, real at=E9 aos ossos, da vida vivida por cada vez mais m=
ulheres em cada cidade. Depois dos preconceitos da domina=E7=E3o masculina=
, temos dois mercados cada vez mais competitivos: o do trabalho e o do cas=
amento. E a mulher cada dia mais s=F3. Por op=E7=E3o, dolorosa, por abando=
no, por raz=F5es a cada passo mais fortes e dram=E1ticas. Concerto =93=E0 =
la carte=94 narra a vidinha de uma senhora, igual =E0 de tantas que moram =
no apartamento ao lado, que se cruzam connosco no supermercado, a quem olh=
amos sem ver e que morrem sem sabermos e sem elas mesmas darem por isso=BB=
.=0D=0A=0D=0AFranz Xaver Kroetz nasceu em Munique, em 1946. =C9 autor, drama=
turgo, actor e realizador. Estudou representa=E7=E3o em Viena e em Munique=
. Enquanto desempenhava pequenos pap=E9is, colaborava com o teatro campo=
n=EAs e militava no Partido Comunista Alem=E3o. Em Abril de 1971, estreiam=
-se em Munique as suas duas primeiras pe=E7as - Trabalho a domic=EDlio e O=
bstinado, cujo retrato da mis=E9ria social provocou tal pol=E9mica que o n=
ome do autor se tornou famoso=0D=0A=0D=0A[ http://www.ctalmada.pt/cgi-bin/wnp_db_dynamic_record.pl?dn=3Ddb_temporada&sn=3Dtemporada_09-=
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SUMMARY;ENCODING=QUOTED-PRINTABLE:A CHUVA
DESCRIPTION;ENCODING=QUOTED-PRINTABLE:A CHUVA=0D=0Aencena=E7=E3o de LAURINDA CHIUNGUE=0D=0A=0D=0AEm estreia nacional no TMA, Laurinda Chiungue encena A chuva, a partir da =
obra de Jean-Luc Lagarce Estava em casa e esperava que a chuva viesse. T=
r=EAs jovens mulheres, irm=E3s, numa luta interior com a exist=EAncia, pro=
curam sobreviver =E0queles que morrem ou se deixam morrer. Desprendendo-se=
 pouco a pouco dos la=E7os passados, presentes e at=E9 mesmo futuros pela =
sua antecipa=E7=E3o, vivem no impasse. A vontade de viver e de alcan=E7ar =
os sonhos mais profundos estabelece a comunica=E7=E3o, aproximando-se o mo=
mento de decidir. Entre os labirintos do ser ou n=E3o ser, a for=E7a das r=
ela=E7=F5es irrompe. Laurinda Chiungue nasceu em Angola e vive em Portugal=
 desde 1981.=0D=0A=0D=0A=C9 licenciada em Teatro/Ramo de Educa=E7=E3o, pela =
Escola Superior de Teatro e Cinema, e em Educa=E7=E3o Social, pelo Institu=
to Superior de Ci=EAncias Educativas. Trabalhou, entre outros, com os ence=
nadores Alfredo Brissos, Bibi Gomes, Carlos J. Pessoa, Edgar P=EAra, Jo=E3=
o Brites, Jo=E3o Mota, Miguel Seabra, Nat=E1lia Luiza, Pedro Carraca, Ro=
g=E9rio de Carvalho, Suzana Branco,Faustin Linyekula, Polina Klimovitskaya=
 e Tom Waits. Actuou como actriz nas companhias ABC.PI, As Boas Raparigas.=
.., Agita, CTA, Comuna, Ensemble, =ABGaragem, Meridional, Lugar Vagon, O B=
ando e, tamb=E9m, TNDM II, S. Jo=E3o e Trienal de Luanda. =C9 encenadora, =
professora e formadora de actores.=0D=0A=0D=0A[ http://www.ctalmada.pt/cgi-bin/wnp_db_dynamic_record.pl?dn=3Ddb_temporada&sn=3Dtemporada_09-=
10_teatro&orn=3D913 ]
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SUMMARY;ENCODING=QUOTED-PRINTABLE:COM=C9DIA MOSQUETA
DESCRIPTION;ENCODING=QUOTED-PRINTABLE:COM=C9DIA MOSQUETA=0D=0Aencena=E7=E3o de M=C1RIO BARRADAS=0D=0A=0D=0ARegressa =E0 cena Com=E9dia mosqueta, produ=E7=E3o do TMA que encer=
rou o Festival de Almada de 2009. M=E1rio Barradas refez a encena=E7=E3o e=
streada em Maio de 1973, com a companhia Teatro Laborat=F3rio de Lisboa/Os=
 Bonecreiros, de uma divertida trama de r=FAsticos manhosos, que exp=F5em =
a agrura desamparada dos miser=E1veis num jogo de enganos farsescos e erud=
itos. Lauro Ant=F3nio, no blog Lauro Ant=F3nio apresenta... conside=
rou que =ABa encena=E7=E3o de M=E1rio Barradas =E9 inventiva e inteligente=
, explorando com gra=E7a certos aspectos do texto, os actores s=E3o partic=
ularmente eficazes e divertidos, sublimando-se o trabalho e a presen=E7a d=
e Teresa Gafeira, e o recorte caricatural de Jos=E9 Martins=BB.=0D=0A=0D=0AA=
 dramaturgia do Ruzante - afirma M=E1rio Barradas - =E9 uma dramaturgia de=
 ap=F3s-guerra (a longa guerra contra a Rep=FAblica de Veneza imposta pela=
 Liga de Cambrai). Conv=E9m por=E9m situar essa dramaturgia de rescaldo nu=
m quadro sociol=F3gico preciso, que M=E1rio Barradas aponta como constitui=
ndo a pr=F3pria =ABcontradi=E7=E3o din=E2mica deste teatro=BB: por um lado=
, um p=FAblico que =ABtem vontade de rir e de se tranquilizar=BB, e, por o=
utro lado, =ABas personagens camponesas, desiludidas e partilhadas entre a=
 lembran=E7a dos horrores que sofreram e a descoberta dum futuro inquietan=
te...=BB. O teatro de Ruzante mostra mais, ent=E3o, a vitalidade e o insti=
nto de sobreviv=EAncia do campesinato paduano, nas condi=E7=F5es hist=F3ri=
cas objectivas da sua exist=EAncia como classe oprimida.=0D=0A=0D=0A[ http://www.ctalmada.pt/cgi-bin/wnp_db_dynamic_record.pl?dn=3Ddb_temporada&sn=3Dtemporada_09-=
10_teatro&orn=3D908 ]
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SUMMARY;ENCODING=QUOTED-PRINTABLE:TUNING
DESCRIPTION;ENCODING=QUOTED-PRINTABLE:TUNING=0D=0Aencena=E7=E3o de Joaquim BENITE=0D=0A=0D=0APedro queria ser jogador de futebol mas emprega-se numa oficina de autom=
=F3veis. Na oficina, o patr=E3o ensina-lhe que os carros, tal como as pess=
oas, t=EAm um per=EDodo de vida. Os colegas de Pedro s=E3o entusiastas do =
tuning: a transforma=E7=E3o de carros banais em m=E1quinas de compe=
ti=E7=E3o. Confrontado com a escolha entre a aprendizagem de uma profiss=
=E3o pouco ambiciosa e a entrada na marginalidade, Pedro ter=E1 de adaptar=
-se =E0s regras de um mundo dominado pelos valores da competi=E7=E3o e do =
=EAxito pessoal. Entretanto conhece D. Teresa, uma estudante de uma Univer=
sidade s=E9nior que vai =E0 oficina procurar algu=E9m que recupere o seu M=
ini em fim de vida.=0D=0A=0D=0ARodrigo Francisco (Almada, 1981) estre=
ou-se na escrita para teatro com Quarto minguante, texto dirigido p=
or Joaquim Benite no TMA, em 2007, e na vers=E3o televisiva, gravada pela =
RTP em 2009. A pe=E7a foi publicada, em 2008, na revista espanhola Prim=
er acto (tradu=E7=E3o de Osvaldo Obreg=F3n) e, j=E1 este ano, em Fra=
n=E7a, nas =C9ditions l=92Oeil du Prince (tradu=E7=E3o de Marina da Silva)=
. Al=E9m de director-adjunto da CTA, Rodrigo Francisco tem sido assistente=
 de encena=E7=E3o de Joaquim Benite em pe=E7as como D. Juan, de Mol=
i=E8re, Que farei com este livro?, de Jos=E9 Saramago, O preside=
nte, de Thomas Bernhard, e no projecto O doido e a morte, const=
itu=EDdo pela pe=E7a de Raul Brand=E3o e pela =F3pera hom=F3nima de Alexan=
dre Delgado.=0D=0A=0D=0A[ http://www.ctalmada.pt/cgi-bin/wnp_db_dynamic_record.pl?dn=3Ddb_temporada&sn=3Dtemporada_09-=
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SUMMARY;ENCODING=QUOTED-PRINTABLE:TROILO E CR=C9SSIDA
DESCRIPTION;ENCODING=QUOTED-PRINTABLE:TROILO E CR=C9SSIDA=0D=0Aencena=E7=E3o de Joaquim BENITE e Jos=E9 MARTINS=0D=0A=0D=0AIn=E9dita em Portugal, a pe=E7a Troilo e Cr=E9ssida, de William Sha=
kespeare, estreia-se este ano no TMA, numa nova produ=E7=E3o do Teatro Mun=
icipal de Almada, dirigida por Joaquim Benite e Jos=E9 Martins. Escrita en=
tre 1602 e 1603 =96 contempor=E2nea de Hamlet, portanto =96, a pe=
=E7a foi desprezada at=E9 finais do s=E9culo XIX, sendo-lhe apontados dese=
quil=EDbrios v=E1rios (seria uma com=E9dia ou uma trag=E9dia?) e, at=E9, u=
m recorte escandaloso.=0D=0AA hist=F3ria do amor arrebatado entre o her=F3i=
 Troilo =96 o mais jovem dos filhos de Pr=EDamo, rei da cidade de Tr=F3ia =
=96 e a grega Cr=E9ssida, que tem lugar numa Tr=F3ia j=E1 sitiada pelos gr=
egos =96 =E9 apenas uma das linhas que tece esta trama dram=E1tica, mais i=
nteressada em demonstrar a pusilanimidade do grego Aquiles, cuja recusa em=
 combater custa a Nestor e a Ulisses persuasivos apelos a uma mudan=E7a de=
 atitude.=0D=0AA infidelidade de Cr=E9ssida =96 personagem medieval que aqu=
i se intromete =96, o apagamento de Troilo e a morte de Heitor =E0s m=E3os=
 de Aquiles sinalizam a decad=EAncia de um mundo her=F3ico, que tocou part=
icularmente os encenadores contempor=E2neos, desiludidos com um Mundo de g=
uerras e enganos sucessivos.=0D=0A=0D=0AEstando a rainha moribunda (Isabel I=
 de Inglaterra morreria em 1603), William Shakespeare escreve Troilo e =
Cr=E9ssida, pe=E7a em que =96 segundo Peter Ackroyd, autor de Shake=
speare/A biografia =96 =ABtodas as certezas e cren=E7as da vida de cor=
te s=E3o tratadas como material para riso e humor negro.=0D=0AShakespeare a=
posta [aqui] em subverter deliberadamente a lenda de Tr=F3ia. =C9 uma pe=
=E7a em que as cren=E7as ortodoxas na coragem troiana e na bravura grega s=
=E3o invertidas, revelando uma realidade dura, brutal e hip=F3crita subjac=
ente =E0s ac=E7=F5es de ambos os lados. Os =FAnicos valores s=E3o os que o=
 tempo e a moda vendem: vender =E9 aqui a palavra justa, uma vez que todos=
 os valores s=E3o mercadorias para comprar e vender no mercado.=0D=0ATro=
ilo e Cr=E9ssida =E9 uma com=E9dia selvagem e sat=EDrica sobre os tema=
s do amor e da guerra, que trata ambos como falsos e vol=FAveis. [...] As =
palavras de Shakespeare s=E3o magn=E9ticas. Todas as part=EDculas de uma c=
ultura de corte decadente, um mundo decadente de hero=EDsmo e nobreza indi=
viduais atravessaram o seu ser=BB.=0D=0A=0D=0A[ http://www.ctalmada.pt/cgi-bin/wnp_db_dynamic_record.pl?dn=3Ddb_temporada&sn=3Dtemporada_09-=
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SUMMARY;ENCODING=QUOTED-PRINTABLE:O QUARTO e COMEMORA=C7=C3O
DESCRIPTION;ENCODING=QUOTED-PRINTABLE:O QUARTO e COMEMORA=C7=C3O=0D=0Aencena=E7=E3o de Jorge Silva MELO=0D=0A=0D=0AOs Artistas Unidos voltam a Harold Pinter (1930-2008), c=E9lebre dramaturg=
o, actor, realizador, poeta e guionista brit=E2nico, a quem foi atribu=EDd=
o, em 2005, o Pr=E9mio Nobel da Literatura. Recriando em Portugal o progra=
ma que se apresentou no Almeida Theatre, de Londres, em Mar=E7o de 2000, o=
 encenador Jorge Silva Melo prop=F5e-nos que, na mesma noite, assistamos a=
 O quarto =96 primeira pe=E7a de Pinter, estreada em 1960 =96 e a Comemora=E7=E3o, texto estreado nessa r=E9cita londrina. Considerave=
lmente distintas, ambas as pe=E7as conservam, por=E9m, uma normalidade asf=
ixiante que, ruindo inesperadamente, traz =E0 tona esqueletos que pareciam=
 bem guardados no arm=E1rio.=0D=0A=0D=0AJorge Silva Melo estudou na London F=
ilm School. Fundou e dirigiu, com Luis Miguel Cintra, o Teatro da Cornuc=
=F3pia. Foi bolseiro da Funda=E7=E3o Gulbenkian, estagiando com Peter Stei=
n (Berlim) e Giorgio Strehler (Mil=E3o). Autor de pe=E7as como Ant=F3ni=
o, um rapaz de Lisboa ou O fim ou tende miseric=F3rdia de n=F3s=
, fundou em 1995 a sociedade Artistas Unidos, de que =E9 director art=EDst=
ico. Realizou as longas metragens Passagem ou a meio caminho, Ningu=E9m=
 duas vezes, Agosto, Coitado do Jorge, Ant=F3nio, um rapaz de Lisboa; a cu=
rta-metragem A felicidade; e diversos document=E1rios, como Convers=
a com Glic=EDnia. Traduziu obras de Goldoni, Pirandello, Wilde, Brecht=
, B=FCchner, Lovecraft, Antonioni, Pasolini, M=FCller e Pinter.=0D=0A=0D=0A[ http://www.ctalmada.pt/cgi-bin/wnp_db_dynamic_record.pl?dn=3Ddb_temporada&sn=3Dtemporada_09-=
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