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WAITING FOR GODOT
de Samuel Beckett | TEATRO
CO-PRODUÇÃO CENTRO CULTURAL DE BELÉM

TEATRO MERIDIONAL - ASSOCIAÇÃO MERIDIONAL DE CULTURA
ENCENAÇÃO DE MIGUEL SEABRA
LISBOA

PRODUÇÕES PORTUGUESAS


WAITING FOR GODOT
WAITING FOR GODOT

WAITING FOR GODOT
WAITING FOR GODOT

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“Uma estrada no campo. Uma árvore. Ao anoitecer.” No que se tornou o cenário mais célebre do teatro contemporâneo Didi e Gogo aguardam em dois actos a vinda de um incerto Godot que Beckett sempre se recusou a identificar com a divindade, para realçar, talvez, não a finalidade da espera, mas o que se produz enquanto ela decorre. Logo na sua estreia, em 1952, foi perceptível a verdadeira dimensão de um texto que, à superfície, tem tanto de parábola bíblica como de farsa clownesca, mas que o tempo se encarregou de transformar na mais poderosa fábula do nosso tempo.

Perguntam incessantes e curiosos: “O que pensam acrescentar no vosso espectáculo, deste texto multiplamente feito e reinventado, Waiting for Godot, de Samuel Beckett?”.
Respondemos, parafraseando Beckett: “ O que quis dizer foi exactamente o que disse!”.
Não queremos acrescentar nada — não nos toma a preocupação obsessiva da originalidade da obra. Queremos, como as personagens de Beckett, ser aqueles que não sabem, aqueles que não podem. Queremos cumprir o delito indizível e maior, de termos nascido e de nos repetirmos. E queremos ser o veículo da palavra simples, brincadores do Mundo numa dupla simulação: fingir o que se tem – como os actores, fingir o que não se tem – como as personagens. Queremos ser simples, não deixar a palavra “nutrir-se” de efeitos ou de intenções, não carregar o espectáculo de um sistema referencial signíco e dramatúrgico, não ilustrar pleonasticamente a mensagem ou a sua interdição. Queremos dar forma e corpo e peso a essas personagens fantasmáticas e teatrais, que enquanto esperam se deslocam quietas num jogo aparentemente elementar da vida humana.
Queremos prosseguir o risco do texto que, tal como a existência, está cheio de indicadores de caminho, de didascálias normativas. Queremos experimentar a exigência da pausa e do silêncio, do jogo e da transgressão, da liberdade possível neste território em que experimentamos também a contingência.
Miguel Seabra e Natália Luíza

Intérpretes António Fonseca, João Pedro Vaz, Miguel Seabra, Pedro Gil e Luís Martinho
Tradução Francisco Luís Parreira
Assistência artística Natália Luíza
Cenografia e figurinos Ana Limpinho e Maria João Castelo
Desenho de luz Miguel Seabra
Assistência de encenação Romeu Costa
Programa Luís Vasco e Natália Luíza
Fotografia de cena Rui Mateus e Patrícia Poção
Realização de figurinos Piedade Antunes
Operação técnica Feliciano Branco
Produção executiva Jorge Sousa
Direcção de produção Mónica Almeida


22h00 Sábado 8

Língua português
Duração 1h20


(À Espera de Godot)


BILHETEIRA