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TEATRO DE PAPEL | CONVIDADO DE PEDRA
a partir de o Enganador de Sevilha, de Tirso de Molina | TEATRO DE MARIONETAS
em co-apresentação com o Teatro Municipal de S. luiz

TEATRO NACIONAL DE S. JOÃO
TEATRO DE FORMAS ANIMADAS DE VILA DO CONDE
ENCENAÇÃO DE MARCELO LAFONTANA
PORTO

PRODUÇÕES PORTUGUESAS


TEATRO DE PAPEL | CONVIDADO DE PEDRA
TEATRO DE PAPEL | CONVIDADO DE PEDRA

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D. João, inveterado sedutor, conquista as mulheres, faz amor com elas e abandona-as logo após. Mulheres, sempre mulheres, num apetite insaciável de enganador-coleccionador. Plebeias e nobres. Uma destas descobre o logro (D. João faz-se passar pelo seu apaixonado primo). O pai acorre para vingar a honra perdida da filha. D. João, tão exímio na arte do duelo como na da conquista, mata o pai da seduzida. Um dia, a estátua de pedra que encima o sepulcro do nobre senhor anima-se... É o fantasma, o revenant, o pai da donzela que vem do outro mundo, pela vingança, buscar o sedutor e o vai arrastar para o inferno como anunciam, à maneira dos coros trágicos, os músicos da companhia: “E que o devedor não pense / que Deus castigo não traga; / o prazo sempre se vence / e a conta sempre se paga”.

TIRSO DE MOLINA
Tirso de Molina nasceu em Madrid, em 1579. Foi discípulo de Lope de Vega, que conheceu como estudante em Alcalá de Henares. Foi ordenado sacerdote em 1606, em Toledo, onde estudou Artes e Teologia e começou a escrever.
Em 1612, vendeu um lote de três comédias, e crê-se que já tinha escrito uma primeira versão de El vergonzoso en Palacio. Já então tratava temas religiosos, e as suas sátiras e comédias já lhe tinham trazido problemas com as autoridades eclesiásticas.
Em 1625, a Junta de Reformación, criada pelo Conde-Duque de Olivares, primeiro-ministro do rei Felipe IV de Espanha, castiga-o com a reclusão no mosteiro de Cuenca, por escrever comédias profanas “e de maus incentivos e exemplos”, e pede o seu desterro e excomunhão em caso de reincidência.
Mas Tirso de Molina continuou a escrever e não se tomaram acções contra ele, apesar das medidas moralizadoras do Conde-Duque. Entre 1632 e 1639 esteve na Catalunha, onde foi nomeado definidor geral e cronista da sua Ordem; neste último cargo, cria a Historia general de la Orden de la Merced.
Morreu em Almazán em 1648. Apesar de apenas terem chegado aos nossos dias cerca de sessenta peças dramáticas suas (segundo o seu próprio testemunho teria escrito trezentas ou quatrocentas peças), foi um dos dramaturgos mais prolíficos do Siglo de Oro.

Intérpretes Victor Madureira, Andreia Gomes, Marcelo Lafontana
Tradução José Coutinhas
Dramaturgia e adaptação José Coutinhas, Marcelo Lafontana
Cenografia, marionetas e adereços Luís da Silva
Música original Eduardo Patriarca
Desenho de luz Rui Damas


23h00 Sábado 8
23h00 Domingo 9


Língua português
Duração 1h50





BILHETEIRA

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