Não resta nada já do cerejal de Ranévskaia. As poucas cerejeiras que ficaram acabaram por secar. E mesmo das casas de veraneio, as datchas construídas por Lopákhin, o comprador do cerejal, já só há ruínas. A compota já se não faz de cerejas, ou de ginjas, mas apenas de groselha. E contudo, esta peça de Liudmila Ulítskaia, um dos nomes mais importantes da moderna literatura russa, está habitada pelos herdeiros de Tchecov e toda a acção decorre no que bem poderia ter sido o espaço do velho cerejal.
Andrzej Bubien (n. 1964) torna se director do teatro Wilam Horzyca, em Torum, na Polónia, e director artístico do festival Contact, em 1997. Em 2007 torna-se director do Teatro de Sátira da Ilha Vassilievski, onde se estreou com uma encenação de um texto da dramaturga sérvia Biljana Srbljanovic. Compota russa, de Liudmila Ulítskaia, foi a sua segunda produção neste teatro. Recentemente foi publicado em Portugal um novo romance de Ulítskaia, Funeral divertido (Relógio d’Água). Outras obras suas traduzidas para português são: Sónetchka (Campo das Letras) e Mentiras de mulher (Relógio d’Água).
O Teatro de Sátira da Ilha Vassiliev-ski foi fundado em 1989, por Vladimir Slovokhotov. A companhia tem participado em festivais internacionais em Helsínquia, Palermo, Avignon, Berlim, Paris, Torum e Lubliana, onde recebeu prémios como o Triomphe, o Masque D’Or e o Herse d’Or. Actualmente, sob a direcção de Andrzej Bubien, este teatro tem em preparação projectos a ser apresentados em Madrid, Seul, Vilnius, Telavive, Nice e Belgrado.
Intérpretes Evguény Tchoudakov, Natalia Koutassova, Artem Tsypin, Tatiana Michina, Ouliana Tchekmeneva, Nadejda Koulakova, Elena Martinenko, Mikhail Nikolayev, Nadejda Jivoderova, Igor Nikolaev Cenário e figurinos Elena Dmitrakova Desenho de luz Evguény Gansbourg Compositor Vitaly Istomin Coreografia Yuri Khamutiansky
22h00 Sex 10
Língua Russo Legendado em português Duração 2h20 Classificação M12
Escola D. António da Costa – Almada Palco Grande
Apoio: Comité para a Cultura da Região de Leninegrado