A peça Para Louis de Funès, escrita em 1986, prolonga a Carta aos actores, e é um abismo torrencial, um frenesi verbal, uma explosão de cólera e de paixão.
O actor, bailarino imóvel, mímico incompreensível, homem imaginário, guia dos animais. O actor, acrobata interior. Ele deve fazer-nos ouvir a catástrofe rítmica. O actor, aventureiro interior, desequilibrista, acrobata e trespassador perfeito. Valère Novarina
Jorge Silva Melo (Lisboa, 1948) é cineasta, actor, encenador, dramaturgo, tradutor, ensaísta, crítico de teatro e cinema, e cronista. Estudou cinema na London Film School (1969-1970) e teatro – em Berlim com Peter Stein, e em Milão, com Giorgio Strehler. Fundou e dirigiu (1973-1979), com Luis Miguel Cintra, o Teatro da Cornucópia. Fundou, em 1995, a sociedade Artistas Unidos, de que é director artístico e onde se centra, actualmente, a sua actividade teatral. Nos Artistas Unidos já encenou, entre outros, obras de Antonio Tarantino, Arne Sierens, Bertolt Brecht, Harold Pinter, Heiner Müller, irmãos Presniakov, Jon Fosse, José Maria Vieira Mendes, Judith Herzberg ou Sarah Kane.
Intérprete Jorge Silva Melo Tradução Ângela Leite Lopes Adaptação para Portugal Jorge Silva Melo, Joana Frazão (com o apoio do AET) Cenografia e figurinos Rita Lopes Alves Desenho de luz Pedro Domingos Uma pintura de Ivo