Raquel e Aida, duas exiladas de guerra, embora nunca cheguem a dizer qual o motivo nem qual a guerra de que fogem, encontram-se numa estação ferroviária, e, sem se moverem do banco em que por acaso se encontram, contam-nos a sua comum viagem para o desterro.
Não se trata apenas de uma viagem geográfica: embora Raquel, uma estudiosa das flores e das plantas, justifique o seu exílio, fingindo que vai para as margens do rio Amazonas num périplo científico, a verdadeira viagem é ao coração do desterro, ao não-território, ao não-lugar que é o lugar do exílio.
Arístides Vargas nasceu em Cór-doba (Argentina), tendo estudado teatro na Universidade de Cuyo. Em 1975 tem de exilar-se devido ao golpe militar. Dirigiu importantes grupos e companhias de teatro latino-americanos, entre os quais a Companhia Nacional de Teatro da Costa Rica, o grupo Justo Rufino Garay, da Nicarágua, o grupo Taller del Sótano, do México, e a companhia Ire, de Porto Rico. É fundador de um dos grupos mais prestigiados da América Latina: o Malayerba, do Equador, que actual-mente dirige e que se apresentou no TMA em Novembro de 2006. Entre outras, é autor das seguintes obras: Jardín de pulpos, Pluma, La edad de la ciruela, Donde el viento hace buñuelos, e Nuestra Señora de las nubes.
Pepe Bablé é o rosto do Festival Iberoamericano, de Cádis, um dos encontros mais importantes do Outono teatral espanhol. Presente desde a sua fundação, em 1985, só em 1992 se torna gestor do evento, passando a acumular também, a partir de 1994, a respectiva direcção artística. tam-bém director da companhia Albanta.
Intérpretes Ángeles Rodríguez, Charo Sabio Cenário e figurinos Albanta Desenho de luz e espaço sonoro Pepe Bablé Adereços Francis Geraldía
22h15 Dom 12
Língua Espanhol Legendado em português Duração 1h20 Classificação M12