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AI AMOR SEM PÉS NEM CABEÇA
Destemperado jogo de entremezes lisboetas


A partir do teatro de cordel do séc. XVIII
Encenação de Luis Miguel CINTRA
TEATRO
TEATRO DA CORNUCÓPIA

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O teatro de cordel português é uma espécie de arca do tesouro ou de caixa de pandora donde podem sair mil surpresas a negar que o teatro português fosse um campo secundário da cultura portuguesa. São obras de todo o género que entre os séculos XVI e XIX já se venderam e compraram na rua. Foram eruditas e populares, foram veículos de vida. Esse património dramatúrgico continua a ser pouco explorado. E no entanto o seu carácter quase anónimo pede que seja manipulado, parece que está à espera que o transformem em teatro de novos tempos. A Cornucópia resolveu construir um espectáculo especial a partir destes diálogos primorosamente escritos, e que vão desde um diálogo entre o corpo e a alma, de tradição muito antiga, a um longo poema sobre a noite de S. João, passando por muitos desses entremezes, pequenas peças anónimas que retratam a vida quotidiana. A operação é a inversa ao que hoje é mais comum fazer-se. Em vez de encher o cartaz com um grande clássico reduzido a fast food, processo muito adequado à crise económica, a Cornucópia, lutando ainda pela bandeira da criatividade e da natureza artística do trabalho teatral, no momento de mais difícil sobrevivência da sua história de 40 anos, levanta, a partir de textos que ninguém conhece e sem qualquer fama, um longo espectáculo que lembra a estrutura da revista, ou a esquecida e desestruturada arte de conversar, feito ao sabor da vida, que fala de nada e de tudo, e sobretudo que brinca com coisas sérias: o amor, a felicidade, os disparates humanos.

Teatro da Cornucópia
Colagem de textos Luis Miguel Cintra
Cenografia e figurinos Cristina Reis
Desenho de luz Cristina Reis, Luis Miguel Cintra e Rui Seabra
Intérpretes Dinis Gomes, Duarte Guimarães, José Manuel Mendes, Luís Lima Barreto, Luis Miguel Cintra, Luísa Cruz, Manuel Romano, Rita Durão, Rui Teigão (estagiário), Sofia Marques, Teresa Madruga, Vítor D’Andrade, Ana Amaral e Laura Silva (estagiárias da ESTC)
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ENGLISH VERSION

Portuguese pamphlet theater is a sort of treasure ark giving away a thousand surprises that deny that Portuguese theater is a secondary cultural field. One can find here works of any kind, between the 16th and 19th centuries, that were sold and bought on the streets. They were erudite and popular, they were vehicles of life. Such theatrical heritage is still insufficiently explored. However, given that it is practically anonymous, it demands to be manipulated into new theater. Cornucópia decided to build a special show from these exquisitely written dialogues, and that go from a dialogue between body and soul, of very old origin, a long poem about the night of Saint John, to many such intermezzos, very short anonymous plays that depict daily life. This is the reverse operation to what is more common today. Instead of filling up the program with a big classical piece reduced to fast food, a process that suits the economic crisis, the company Cornucópia, still struggling for the flag of creativity and artistic nature of theatrical work, in the most difficult moment for its survival in 40 years of existence, builds a show based on texts that are known to nobody, a long piece that reminds the structure of “revista” theater, or the forgotten and unstructured art of chatting, in accordance with the flow of life, that talks about all and nothing, and above all that plays with serious things: love, happiness, human absurdities.
Cornucópia Theater

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  Ter 09 21H00

Duração 3h30 (com intervalo)
Classificação M/12


Teatro Municipal Joaquim Benite - Almada
Sala Principal



PROGRAMA do FESTIVAL DE ALMADA 2013



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