CAIS OESTE

Cais Oeste é a mais recente criação da CTA e a primeira colaboração da Companhia com o encenador croata Ivica Buljan, profundo conhecedor da obra de Bernard-Marie Koltès, de quem já encenou sete peças (biografia na pág. 31).
A este cais escuro e desolado chega um homem com vontade de morrer. Veio ao lugar errado: no Cais Oeste, onde o barco para a cidade já não passa nem atraca, apenas se sobrevive. Há muito que os corações foram ao fundo, carregados de desilusões pesadas como pedras, e que o egoísmo e o desespero triunfaram. Já só se entende a linguagem da extorsão, do comércio, do tráfico de favores e influências. Não há constrangimentos ou impossíveis – mas, mesmo assim, Koltès é capaz de resgatar farrapos de afectividade e de sonhos e chegar aos cantos mais recônditos da alma humana.

Bernard-Marie Koltès (1948-1991) é considerado um dos expoentes máximos da dramaturgia francesa contemporânea. Depois de ter frequentado o curso de encenação da Escola de Teatro Nacional de Estrasburgo, sob a direcção de Hubert Gignoux, estreou, em 1977, a sua primeira peça, La nuit juste avant les fôrets. Seguiram-se Combate de negro e de cães (1981), Cais Oeste (1986), Na solidão dos campos de algodão (1987) e Le retour au désert (1988), as cinco peças que o tornaram num dos autores franceses mais representados a nível mundial. Antes da sua morte, publicou ainda Roberto Zucco (1990) e Prologue (1991).

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ENGLISH VERSION

The third of French playwright Bernard-Marie Koltès’ plays, West Peer was inspired on an actual abandoned warehouse in New York City (which Koltès assiduously visited during the 80s) and the dreadful inequality and discrimination he witnessed there – two of Koltès’ recurring subjects.



Companhia de Teatro de Almada