MAY B
Estreado em 1981, May B mantém-se em digressão desde essa data, tendo já realizado mais de 600 apresentações em meia centena de países. Por Portugal, o espectáculo passou em 1992, tendo impressionado André Lepecki, do Blitz, pela “excelência dos bailarinos”. May B tornou-se num mito para as gerações de profissionais e público de dança português com menos de 40 anos: uma referência cujo estudo estava confinado aos excertos de gravações difundidas na internet. Até agora: eis que May B, baseado no universo de Samuel Beckett, chega ao Festival de Almada com os seus dez bailarinos que se assemelham aos clochards de Godot e às figuras de Bosch e Bruegel. É dança. É teatro. É dança-teatro. Na linha de Mary Wigman, Martha Graham ou Pina Bausch.

Com 65 anos de idade, 40 de carreira e cinco espectáculos no activo, a coreógrafa Maguy Marin viu recentemente a sua carreira ser premiada com um Leão de Ouro na Bienal de Veneza. Nascida em Toulouse no seio de uma família de refugiados espanhóis, Maguy Marin é uma revoltada – discreta, mas enraivecida. Tocada pela obra de Beckett, e tendo sido discípula de Béjart, a coreógrafa inicia nos anos 80, em França, um caminho por territórios que Pina Bausch percorreria ao mesmo tempo na Alemanha: uma dança-teatro que nos revela a nossa verdadeira humanidade.
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ENGLISH VERSION

Maguy Marin is one of the most important choreographers not only in France but in the world. Her show May B, which debuted in 1981, is still on tour, having been presented more than 600 times in more than 50 countries. It has become a legend, and it comes back to Portugal after having been presented in Lisbon in 1992 – 24 years ago.



Compagnie Maguy Marin

Apoio: Institut Français du Portugal