DEJAME QUE TE BAILE<br/><i>Deixa-me que te baile</i>
Quando Carlos Saura resolveu filmar sobre o flamenco (1995), o tango (1998) e o fado (2007) estava a irmanar três géneros musicais – e, sobretudo, a pesquisar de que forma estas três sonoridades se relacionam com as culturas que lhes deram origem. Na época da globalização e da comercialização desenfreadas, na qual o carrefour da world music necessita constantemente de ser alimentado pelo que é “novo, típico e original”, abundam intérpretes que ora embarcam no mimetismo sonso da tradição para alimentar o turismo, ora se lançam num experimentalismo acéfalo. No que toca ao flamenco, em 2012 o Festival trouxe a Almada um dos criadores que investigam sem se esquecerem do que procuram: Israel Galván. A bailaora Mercedes Ruiz, que para o ano assenta praça no Théâtre des Bouffes du Nord, em Paris, é da mesma estirpe.

Mercedes Ruiz (n. 1980, Jerez de la Frontera) pisou os palcos aos sete anos e nunca mais deixou de dançar. Em 2002 estreou-se como solista e alargou as suas digressões para além das fronteiras europeias. Em 2006 apresentou a sua primeira coreografia original, Juncá, na Bienal de Sevilha, vencendo o Prémio da Crítica para Melhor Espectáculo e esgotando várias sessões no Teatro Gran Vía de Madrid. Desde então, tem acumulado numerosas distinções e êxitos em todo o mundo.

Apoio da Embaixada de Espanha

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ENGLISH VERSION

The traditional fado (from Portugal), tango (from Argentina) and flamenco (from Spain) have suffered, thanks to the market of world music, some changes from its traditional forms, which not always rhyme with quality. Mercedes Ruiz, on the contrary, is a bailaora which accepts modernity but doesn’t forget the roots of flamenco.



Compañia Mercedes Ruiz

Apoio: Embaixada de Espanha