NAO D’AMORES
De Gil Vicente (c.1465-c.1536) conhecem-se 44 peças: umas em português, outras em castelhano, algumas nas duas línguas, quase todas com um toque de latim macarrónico pelo meio. Inspirando-se no espírito iberista de Mestre Gil, a Companhia de Teatro de Almada junta-se à companhia espanhola Nao d’amores para a criação, no nosso País, do texto ao qual Ana Zamora foi buscar o título para baptizar a sua companhia. Nao d’amores foi escrita em 1527 para celebrar o regresso a Lisboa de D. João III e da sua jovem esposa, Catarina de Áustria, refugiados devido à peste. Mas para este espectáculo Ana Zamora realizará uma dramaturgia com outros textos vicentinos, servindo-se da música da época (tocada ao vivo) e de cenários e figurinos alegóricos que invocam o teatro renascentista.

Ana Zamora é licenciada em Encenação pela RESAD. Como encenadora independente, já trabalhou no Centro Dramático Nacional (2009), na Compañia Nacional de Teatro Clássico (2006), no Teatro de la Abadía (2003) e no Teatro de Zarzuela de Madrid, onde dirigiu a Cármen, de Bizet. O seu percurso teatral valeu-lhe já os seguintes prémios: Prémio Fuente de Castalia (2012); Prémio Nebrija a Escena (2011); Melhor Encenação dos Prémios de Teatro de Rojas (2010); Prémio Ojo Crítico de Teatro (2008); e Prémio da Asociación de Directores de Escena de España para Melhor Encenação (2008).
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ENGLISH VERSION

Gil Vicente (c.1465-c.1536) is considered the father of Portuguese theatre, having written in Portuguese and Spanish, given the proximity of these cultures. Inspired by the Iberian facet of this author, Companhia de Teatro de Almada invited the Spanish group Nao d’amores to co-produce this play, directed by Ana Zamora, a specialist on Barroque theatre.



Nao d’amores

Co-produção: Companhia de Teatro de Almada