UM MUSEU VIVO DE MEMÓRIAS PEQUENAS E ESQUECIDAS
No ano passado o público do Festival elegeu, para que voltasse em 2016 como Espectáculo de Honra, um monólogo de quatro horas e meia que consiste num conjunto de conferências para responder à pergunta: “Quando é que acabou a Revolução?”. Fala-se, está claro, do 25 de Abril de 1974 – não a partir da História dita “oficial”, mas seguindo os pontos de vista dos cidadãos mais ou menos anónimos que nela participaram. A seguir às quatro horas e meia de espectáculo (com petisco à portuguesa pelo meio), houve um colóquio entre o público e a intérprete – e aqueles que no ano passado não ficaram para conversar saíram com ar de quem ia a correr para outro espectáculo, porque Festival oblige... A verdade é que um público que elege uma peça com estas características para regressar no ano seguinte revela claramente a sua índole. E a do Festival em que participa.

Joana Craveiro (n. 1974, Lisboa) tem o curso de Formação de Actores da ESTC, é licenciada em Antropologia pela Universidade Nova de Lisboa, e tem um mestrado em Encenação pela Royal Scottish Academy of Music and Drama. Encontra-se a finalizar um doutoramento em Estudos Performativos na Universidade de Roehampton, em Londres. Em 2001 fundou o colectivo Teatro do Vestido, no qual já dirigiu mais de 20 criações.
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ENGLISH VERSION

Joana Craveiro has been developing an artistic path based on the document-theatre. On this production, which was voted by the audience of the Festival, last year, to come back on this edition, she approaches, under the form of a four hours epic monologue, the Portuguese socialist revolution of 1974.



Teatro do Vestido
co-produção: Negócio/ZDB