CIMBELINO
No Festival do ano passado, António Pires estreou no Teatro do Bairro Quatro santos em três actos, cujo êxito (uma Menção Honrosa pela APCT) proporcionou, por exemplo, uma apresentação em Bilbau no passado mês de Março. Desta vez, e tornando a recorrer à colaboração com os alunos finalistas da Escola de Actores ACT, Pires vem estrear ao Palco Grande uma tragicomédia do último período da vida de Shakespeare: Cymbeline, escrita numa altura em que o bardo se encontrava, segundo o crítico Lytton Strachey, “entediado com a vida real, com as pessoas, com o teatro – no fundo, com tudo o que não fosse poesia”. A peça baseia-se na história do rei Cunobelino, numa época anterior à chegada dos romanos à Grã-Bretanha, e recorre a um intrincado esquema de ciúmes, mentiras e equívocos para que no final todas as personagens se reconciliem – e os seus erros sejam perdoados.

António Pires (n. 1967, Angola) tem desenvolvido um percurso como encenador que funde o texto e as imagens, funcionando como se de uma coreografia se tratasse. Tem sido convidado a dirigir espectáculos em várias estruturas, embora seja no Teatro do Bairro, casa de que foi fundador, que tem vindo a desenvolver o seu trabalho como programador e encenador. Já levou à cena textos da autoria de Luísa Costa Gomes, Gertude Stein e Federico Garcia Lorca, entre outros.
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ENGLISH VERSION

António Pires, the artistic director of Teatro do Bairro, in Lisbon, repeats in the Festival de Almada the collaboration with the acting school ACT: the students will première one of the
tragicomedies of the last period of Shakespeare’s life: Cymbeline is full of lies and misunderstandings. And a happy ending – full of fantasy and poetry.



Ar de filmes / Teatro do bairro

Co-produção: ACT School