UNE ÎLE FLOTTANTE<br/><i>Uma ilha flutuante</i>
A ilha flutuante é uma das sobremesas mais conhecidas (e apreciadas) da gastronomia europeia. O frágil equilíbrio entre os ingredientes que compõem este doce (claras em castelo equilibradas num lago de leite condensado) foi o conceito que Christoph Marthaler escolheu para descrever este espectáculo. Uma das marcas do encenador suíço tem sido, justamente, a mistura, nas suas criações, do mundo do teatro com os da música e da ópera. Desta vez, foi buscar ao autor francês Eugène Labiche (1815-1888) e à sua peça La poudre aux yeaux um enredo baseado no infindável filão da ridicularização do mundo de aparências burguês. Neste universo de senhores, criadas e jovens apaixonados cruzam- -se membros de duas famílias que – imagine-se! – falam duas línguas diferentes: alemão e francês.

Christoph Marthaler (n. 1951, Erlenbach) é oboísta e flautista de formação. Na sequência do Maio de 68 entra para a Escola Lecoq, em Paris, estreando-se na encenação em 1980 com Indeed, e começando desde logo por fundir os mundos do teatro e da música. Com esta matriz criará espectáculos emblemáticos, como Fausto, de Pessoa, ou Casimiro e Carolina, de Horváth. Mestre da lentidão, da ironia e do distanciamento, inventou uma poesia cénica verdadeiramente singular, feita de palavras, canções e música.
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ENGLISH VERSION


Christoph Marthaler borrowed a few characters from Eugène Labiche and built a bourgeois world, populated by rich gentleman, daring maids and young couples in love, speaking German and French. Considered a master on mixing theatre, music and opera, Marthaler makes no exception on this show.



Theater Basel e Théâtre Vidy-Lausanne