OAMENI OBIŞNUIŢI<br/><i>Gente comum</i>
Em inglês existe o termo whistleblower [à letra, “aquele que sopra o apito”] para definir as pessoas que, em português, dizemos terem “posto a boca no trombone”. Para Gianina Cărbunariu este tipo de pessoas é, geralmente, o pequeno funcionário de uma grande organização. Ou alguém que, possuindo uma informação reservada, faz depender a sua segurança e a dos outros da sua revelação. Fenómenos como o wikileaks são porventura a face mais visível e mediática de uma prática que existe em várias escalas, nas nossas vidas de todos os dias. O que levará alguém a pôr em risco o seu posto de trabalho e a sua vida familiar para denunciar a injustiça e a corrupção? Cărbunariu serviu-se de depoimentos de trabalhadores ingleses, italianos e romenos (países com legislação diferente no que aos delatores diz respeito) para criar Gente comum. Gente que não tem medo.

Gianina Cărbunariu é unanimemente considerada a enfant terrible do teatro romeno, fazendo parte de uma geração formada já após a queda de Ceauşescu. A sua primeira peça, Stop the tempo, valeu-lhe o reconhecimento e uma digressão internacional. A segunda peça, Kebab, foi banida de um teatro privado romeno, dada a sua “linguagem indecente”. Cărbunariu foi considerada uma das 100 mulheres mais influentes da Roménia.
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ENGLISH VERSION


Common people deals with the phenomenon of whistleblowing, recently supported by the technological changes and, in some cases, by a legislation that protects and rewards whistleblowers instead of punishing them. According to Gianina Cărbunariu, Common people reunites “eight cases of whistleblowers from Italy, England and Romania”.



Teatrul Naţional Radu Stanca

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