“A lição de Lessing”
Helena Simões, crítica do JL, considera a propósito da peça Nathan, o sábio, que “o encenador Rodrigo Francisco compreendeu bem a forma distinta desta peça didáctica, pré-brechtiana...”

Foi publicada no dia 4 de Janeiro, no Jornal de Letras, a crítica de Helena Simões ao espectáculo Nathan, o sábio, de Gotthold Lessing, com encenação de Rodrigo Francisco.
Helena Simões realça a encenação de Rodrigo Francisco, escrevendo que “marcou com clareza as personagens e a sua relação em diálogos vivos e dinâmicos”. Sobre a cenografia de Pedro Calapez e os figurinos de António Lagarto escreve que “concorrem para a unidade de sentido de um drama de significado simbólico” através da “nobreza dos materiais na execução dos belos figurinos, bem como pela projecção das pinturas de Calapez, como telões luminosos, numa inteligente técnica a permitir a adequada caracterização de cada espaço de forma elegante e funcional”. Acrescenta ainda que “a iluminação e o som, dramaturgicamente informados, complementam a atmosfera mística que acompanha o espectáculo”. Sobre os actores, “convenientemente distribuídos e bem dirigidos”, destaca “Luís Vicente, pela sólida representação da sabedoria de compaixão do judeu Nathan”, Maria Rueff como “perfeita aia cristã de cariz cómico”, Leonor Alecrim, como “surpreendente”, dizendo mesmo “que bela Maria seria em Frei Luiz de Sousa” e “André Pardal, pela genuidade no impulsivo Cavaleiro Templário”. Pode aceder à crítica integral aqui.



in CTA 05 Jan 2018




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