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UMA LONGA JORNADA PARA A NOITE
de Eugene O’Neill
encenação de Rogério de Carvalho

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UMA LONGA JORNADA PARA A NOITE
UMA LONGA JORNADA PARA A NOITE
fotos © Da Maia Nogueira


UMA LONGA JORNADA PARA A NOITE
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fotos © Da Maia Nogueira


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fotos © Da Maia Nogueira


UMA LONGA JORNADA PARA A NOITE
Eugene O’Neill

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1 - Sem nos determos no acto consumado da sua elaboração, as personagens deste texto sugerem, nas suas palavras, um longo isolamento na “noite”, bem como o acumular de angústias.
2 - Trata-se da destruição do conceito de família, na medida em que as figuras vão sendo sucessivamente expostas à expiação e ao castigo: não como as personagens da tragédia (pela intervenção dos deuses - já que estamos num outro contexto ideológico), mas através da evocação de um fi lho falecido (já Tchecov trabalhara o mesmo tema n’O cerejal e Ésquilo na Oresteia).
3 - O caminho percorrido por estas personagens ao longo do texto é tão denso que se torna irrespirável, revelando progressivamente o sentido do drama que elas vivem. O resultado da intenção do autor poderia ter sido um drama naturalista banal e sórdido, que resultaria da sua simples autobiografia. Mas não é assim, graças à inserção de motivações de um contexto mais profundo da linguagem, que torna O’Neill num dos grandes autores do século XX.
4 - O texto reflecte uma evolução do sentimento que as quatro personagens desenvolvem ao provocarem o reflexo da piedade das figuras humanas em tais situações, no quadro de uma sociedade que, tal como hoje, vive problemas sociais e económicos. Talvez a tragédia do destino do Homem?
Rogério de Carvalho

Eugene O’Neill (1888–1953), Prémio Nobel da Literatura em 1936, foi um dos primeiros dramaturgos norte-americanos a introduzir na dramaturgia do seu país as técnicas de escrita realistas. Altamente autobiográfica e oferecida à sua mulher no 12º aniversário do seu casamento, Uma longa jornada noite adentro só foi publicada em 1956 - no entanto O’Neill havia deixado no seu testamento que só 25 anos após a sua morte o texto deveria ver a luz do dia. O sucesso obtido nos palcos, no ano seguinte, valeu-lhe o Prémio Pulitzer (póstumo), garantindo-lhe um lugar na estante das obras-primas da Literatura mundial.

encenação Rogério de Carvalho
tradução Helena Barbas
intérpretes por ordem de entrada em cena Teresa Gafeira, Marques D'arede, Elmano Sancho, Luís Ramos, Laura Barbeiro
assistência de encenação Laura Barbeiro
cenografia José Manuel Castanheira
assistência de cenografia Paulo Oliveira, Pedro Silva
com a colaboração dos alunos do curso de cenografia da Faculdade de Arquitectura Lisboa | UTL
figurinos Mariana Sá Nogueira
assistência de figurinos Patrícia Raposo
execução do guarda-roupa Mestra Teresa Louro
costureiras MARIA JOSÉ BAPTISTA, Natália Ferreira, Palmira Abrantes
penteados Luzia Fernandes
desenho de luz José Carlos Nascimento
desenho de som Guilherme Frazão
operação de luz e som Paulo Mendes
direcção de montagem Carlos Galvão
montagem António Antunes, António Cipriano, Jorge Gomes, Marco Jardim, Paulo Horta, Paulo Mendes


18 MARÇO a 19 ABRIL
M12

COMPANHIA DE TEATRO DE ALMADA

 // excertos da peça gravada em vídeo //


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