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UMA VISITA INOPORTUNA // de COPI
encenação de PHILIP BOULAY

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// TEATRO MUNICIPAL DE ALMADA Co-produção: wor(l)ds... Cie // CRIAÇÃO |
SALA EXPERIMENTAL |
Num ambiente improvável - o quarto de hospital onde Cirilo morre de Sida -, assiste-se a um desfile de personagens bizarras. É o aniversário de Cirilo e o seu amigo Humberto – velho dandy de uma elegância arcaica - resolve ir vê-lo, facto ampliado numa sequência felliniana de visitas exóticas: um jovem e tímido jornalista; uma diva operática italiana, engasgada com um osso de galinha; um lascivo professor de medicina e a sua amante; uma enfermeira drogada e histericamente assassina. O humor negro do dramaturgo e encenador argentino Copi - nasceu em 1939, morrendo de Sida em 1987 - conduz esta desvairada companhia a uma carnavalesca morte colectiva, dissimulando num final típico do Ultra-Romantismo a dor lancinante do fim inevitável.
«A minha prática teatral é exigente para poder ser acessível ao maior número de espectadores». O livre rigor estético, aqui assumido pelo encenador francês Philip Boulay (n. 1967), é bem conhecido dos espectadores de Almada, que puderam assistir às suas encenações de O ruído do mundo entrou-me no ouvido - peça de Elsa Solal apresentada no TMA, em 2008 - ou de Na solidão dos campos de algodão, texto de Koltès visto no Festival de Almada de 2006. Sublinha-se, pois, o regresso do director artístico da Wor(l)ds Compagnie, que trabalha tanto autores consagrados (Shakespeare, Molière ou Marivaux), como contemporâneos (Mishima, Fellini, Copi ou, com particular afecto, Koltès). |
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