REI LEAR de William Shakespeare // encenação de Marcos Barbosa

O processo de criação do Rei Lear de Marcos Barbosa começou no Japão, em 2012, no contexto de uma parceria com um grupo desse país. A peça que se impôs com naturalidade foi Rei Lear, cujas palavras serviram – na cidade de Iwaki, a pouco mais de uma hora da central nuclear de Fukushima – de meio de comunicação entre portugueses e japoneses. “Uma lição sobre o papel do teatro”, afirma Marcos Barbosa, acrescentando que “aquelas pessoas se sentiram tocadas por terem alguém com quem partilhar a dor da destruição”.
Experiência que Barbosa pretendeu repetir em Portugal, em torno de uma mesa em que o espaço é partilhado entre intérpretes e espectadores. A dada altura a palavra é dada ao público, desafiando-o a dividir com os actores a interpretação da obra-prima de Shakespeare.

Marcos Barbosa (n. 1973) estudou Teatro em Londres e em Paris, e exerceu docência no México, onde dirigiu diversos espectáculos, tendo sido laureado com o primeiro prémio da Mostra Estatal de Teatro de Nuevo Leon, em 2002. É director artístico do Teatro Oficina desde 2008, tendo aí encenado textos de Will Eno, Jacinto Lucas Pires, André Sant’Anna, Ruben Ruibal, Wallace Shawn e Luis Mario Moncada. Foi programador da Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura.

Intérpretes Alheli Guerrero, André Teixeira, Diana Sá, Emílio Gomes, Hugo Torres, José Eduardo Silva, Manuel Tur e Tânia Dinis

Assistência de Encenação Manuel Neto
Tradução Fernando Villas- Boas
Cenografia Ricardo Preto
Desenho de Luz Pedro Vieira de Carvalho
Figurinos Susana Abreu
Vídeo Jorge Quintela
Produção Executiva Teatro Oficina

24 a 26 de JANEIRO, 2014 | SALA EXPERIMENTAL // SEX e SÁB às 21h30 | DOM às 16h00

Duração: 2H00 c/intervalo
M/12


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