Companhia de Teatro de Almada

A BOA ALMA DE SÉ-CHUÃO

texto de Bertolt Brecht
encenação de Peter Kleinert

Será que alguma vez se poderá satisfazer a ambição de “viver de forma decente” ou ser uma “boa pessoa”? Será que é possível ser-se digno e ter sentido de moral, numa sociedade dominada pelo egoísmo, a corrupção, a exploração e a ganância? E será que querer ser-se bom constitui um objectivo legítimo, num mundo no qual os direitos não são igualitários? E enquanto uns gozam as suas posses, direitos e privilégios – tendo acesso à educação, à prosperidade e ao emprego –, outros vivem na exclusão, opressão, discriminação e escravatura? Na sua parábola teatral, Bertolt Brecht envia três deuses à procura de uma boa pessoa num mundo mau – mais precisamente, à província chinesa de Sé-Chuão.A jovem prostituta Shen Te oferece-lhes abrigo por uma noite sem esperar nada em troca, e os deuses acabam por dar-lhe dinheiro. Esta oferta permite que Shen Te escape à prostituição: promete aos deuses que há-de tornar-se numa boa pessoa e abre uma tabacaria. Mas rapidamente as dívidas se acumulam, e cada vez mais pobres vêm pedir ajuda e abrigo à nossa heroína, ao ponto de o negócio ficar à beira da falência. Shen Te é obrigada a criar um alter-ego, desaparecendo e regressando pouco depois disfarçada de um suposto primo seu: Shui Ta, que se revela mais adepto da lógica de mercado pura e dura, do que propriamente da caridade. Shui Ta acaba por empregar os pedintes na tabacaria e evita a falência. Entretanto Shen Te apaixona--se pelo aviador Sun, que também precisa de dinheiro, acabando por ter um filho deste homem. Mas rapidamente surge entre as restantes personagens a suspeita acerca do seu estratagema, que consistia em alternar entre ser uma boa mulher (miserável) e um empreendedor rico (sem escrúpulos). | Peter Kleinert

Peter Kleinert nasceu em Weimar, na Alemanha, e estudou Filosofia em Berlim. Após os estudos universitários tornou-se assistente de encenação no Theatre in Halle/Saale. Entre 1973 e 1976 foi consultor teatral no Theater Senftenberg. Dirigiu espectáculos em Schwerin, Dresden, Almada (A excepção e a regra, de Brecht, em 1984, para a CTA) e Berlim. Entre 1983 e 1987 foi co-director do Teatro Nacional Alemão de Weimar. Em 1987 foi nomeado professor de Dramaturgia e Encenação na Escola de Artes Performativas Ernst Busch. Nos últimos anos tem dirigido espectáculos na Schaubühne, em Berlim.


Interpretação Beatriz Godinho, Érica Rodrigues, Inês Garrido, Miguel Raposo, Pedro Alves e Tomás Alves
Cenografia Céline Demars
Desenho de luz Guilherme Frazão

19 de OUTUBRO a 11 de NOVEMBRO, 2018
Quinta a Sábado às 21h | Quarta e Domingo às 16h

SALA PRINCIPAL | M/12 | Duração: 2h00 (aprox.)

CONVERSAS COM O PÚBLICO: 20 E 27 DE OUTUBRO E 03 E 10 DE NOVEMBRO ÀS 18H

PRODUÇÕES DA CTA


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