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consagrado exclusivamente à criação artística, o Festival de Almada tem vindo a afirmar-se, desde as suas primeiras edições, como um espaço de reflexão em torno da cultura e das suas relações com a vida.
Este ano, uma vez mais, apresentamos um leque de actividades que inclui exposições, colóquios, música, o lançamento de um livro de Carmelinda Guimarães e o lançamento do terceiro número da revista da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro.
No que se refere às exposições, para além da tradicional mostra de obras do artista plástico criador do cartaz (este ano, Ana Vidigal) e da relativa à figura homenageada (Artur Ramos), temos ainda uma exposição fotográfica de Jorge Gonçalves, uma outra, documental, referente a Jaime Salazar Sampaio, outra integrada na apresentação de Poder, pela Companhia de Teatro de Almada, e ainda uma exposição fotográfica de Armindo Cardoso sobre espaços fabris abandonados da margem Sul.
Quanto aos colóquios e debates, para além dos Encontros da Cerca (que este ano, por motivo de obras do Palácio da Cerca, dividir-se-ão entre o Convento dos Capuchos e o Fórum Romeu Correia), teremos ainda um Encontro com Nick Dear (autor de Poder), um colóquio sobre Jean-Luc Lagarce, de quem os Artistas Unidos apresentam três peças, um encontro com Georges Lavaudant, encenador e director do Odéon – Théâtre de l’Europe, e ainda os Encontros na Esplanada, cujos horários e temas são divulgados durante o Festival.
Relativamente à música, para além dos concertos do Palco da Esplanada que precedem as representações no Palco Grande da Escola D. António da Costa, este ano contaremos com actuações do Coro Polifónico de Almada e do conjunto de Jazz Lisbon Swingers, que estarão presentes no novo Teatro Municipal de Almada, dia 18 de Julho.
Carmelinda Guimarães, jornalista e crítica de teatro brasileira, apresentará, durante o colóquio realizado no Convento dos Capuchos, em organização conjunta com o Instituto de Teatro do Mediterrâneo, o seu livro Teatro Brasileiro: Tradição e Ruptura.
A Associação Portuguesa de Críticos de Teatro lançará no dia 6 de Julho, no Teatro Municipal de Almada, após o Encontro com Nick Dear, o terceiro número da sua revista Sinais de Cena, referente a Junho de 2005. O número inclui um dossier dedicado aos prémios da crítica de 2004.
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A ALMA(DA)CASA
“tem vindo a construir o seu discurso visual a partir da recolha de materiais, pistas e despojos dos dias, que posteriormente combina com engenhos insuspeitos de alquimista. Sobre tela, em qualquer outro suporte ou espaço operativo, cada coisa adquire, sob o seu olhar, singular valência e, sob o seu toque, a enigmática transmutação capaz de subverter a natureza das matérias antes dada como certa. Porque, nem na pintura, nem nos objectos, o que se vê é só aquilo que parece ser. Por isso as obras de Ana Vidigal se expõem à fruição como sedutores desafios lançados à atenção do espectador, accionando mecanismos de memória, prolongando no tempo histórias já contadas ou abrindo novas páginas num diário, muito pessoal, onde cabe tudo aquilo que se viu, leu ou ouviu e todos os modos de sentir o que se viveu. (...)
A Alma(da) Casafoi concebida especialmente para a grande sala do piso superior, de paredes descontinuadas pela sucessão de janelas e pavimento de invulgar presença. De forma a tirar partido das características arquitectónicas do lugar e a provocar o sistema perceptivo do espectador, a artista modifica o espaço em torno ao elaborar o que diz ser `uma peça de chão´.”
ANA RUIVO

Ana Vidigal foi a artista convidada para conceber o cartaz do Festival de Almada 2005. A frase "Almada, um dos corações do Mundo", aproveitada por Ana Vidigal, é o título de um artigo de Gilles Costaz sobre o Festival de Almada, publicado na revista francesa UBU, nº 33, de Outubro de 2004.

Ana Vidigal nasceu em Lisboa em 1960. Concluiu o Curso de Pintura da Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa em 1984. Foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian (1985-1987). Fez um estágio de Gravura em metal com Bartolomeu Cid, na Casa das Artes de Tavira (1989). Foi pintora residente do Museu de Arte Contemporânea - Fortaleza de São Tiago, Funchal (1998-1999). Em 1995 foi convidada pelo Metropolitano de Lisboa para a execução de um painel de azulejos na estação de Alvalade.
Em 1997 executou, a convite do Instituto Português do Património Arquitectónico, uma chávena em porcelana integrada no projecto Um Artista,um Monumento. Em 2002 executou, a convite do Metropolitano de Lisboa, vários painéis de azulejo para a estação de Alfornelos.
Recebeu os prémios Maluda (1995) e Amadeo de Souza-Cardoso (2003).

CONVENTO DOS CAPUCHOS
(ALMADA)
De 16 de Junho a 4 de Setembro.
De Quarta a Domingo das 10h30 às 18h30.
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DO PALCO À FOTOGRAFIA
JORGE GONÇALVES
EM COLABORAÇÃO COM A CASA DA CERCA E OS ARTISTAS UNIDOS
As cerca de uma centena de imagens de Jorge Gonçalves aqui reunidas percorrem, entre 1999 e 2005, a actividade dos Artistas Unidos que, com a Galeria Municipal de Arte de Almada (e em colaboração com o Festival de Almada) organizaram esta exposição, mostrando 35 peças realizadas antes, durante e depois d’A Capital (Teatro Paulo Claro).”
ANA ISABEL RIBEIRO

GALERIA MUNICIPAL DE ARTE
(ALMADA)

De 19 de 31 Maio a de Julho.
De Segunda a Sexta das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 18h00.
Sábados das 14h00 às 18h00.
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ARTUR RAMOS – EXPOSIÇÃO DOCUMENTAL
EXPOSIÇÃO ORGANIZADA POR FERNANDO FILIPE
Exposição sobre a obra e a vida de Artur Ramos, encenador e realizador, figura homenageada pelo Festival de Almada 2005.

ESCOLA D. ANTÓNIO DA COSTA
(ALMADA)

De 4 a 18 de Julho.
Todos os dias das 17h00 às 24h00.
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JAIME SALAZAR SAMPAIO – EXPOSIÇÃO DOCUMENTAL
EXPOSIÇÃO CEDIDA PELO MUSEU DO TEATRO
Jaime Salazar Sampaio, poeta, ficcionista, mas sobretudo autor dramático, é identificado no teatro português como tendo uma preferência acentuada pela linguagem do “absurdo” a que o próprio prefere chamar “perplexidade”.
Tem 45 peças publicadas, na sua maioria em um acto, das quais uma grande parte já foi representada. Actualmente colabora com a Sociedade Portuguesa de Autores, orientando o projecto O Dramaturgo e a Prática Teatral.

TEATRO MUNICIPAL DE ALMADA
(ALMADA)

De 4 a 18 de Julho.
Todos os dias das 17h00 às 24h00.
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PODER
COMPANHIA DE TEATRO DE ALMADA
Exposição documental sobre a época de Luís XIV, a propósito da peça Poder, de Nick Dear.

TEATRO MUNICIPAL DE ALMADA
(ALMADA)

De 4 a 18 de Julho.
Todos os dias das 17h00 às 24h00.
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O VAGAR DO TEMPO
ARMINDO CARDOSO
EM COLABORAÇÃO COM A CÂMARA MUNICIPAL DO SEIXAL
Fotografias de Armindo Cardoso sobre espaços fabris abandonados na Margem Sul.

ESCOLA D. ANTÓNIO DA COSTA
(ALMADA)

De 4 a 18 de Julho.
Todos os dias das 17h00 às 24h00.
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