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COLÓQUIO E DEBATES

ACTOS COMPLEMENTARES

 


ENCONTROS DA CERCA
SER DAQUI E DOUTRO LADO: SUBÚRBIOS EM FRANÇA E PORTUGAL

ORGANIZADO EM COLABORAÇÃO COM O LE MONDE DIPLOMATIQUE

Os recentes acontecimentos em Paris, que alastraram, de algum modo, à França no seu conjunto, vieram colocar na primeira linha da atenção da opinião pública as circunstâncias que envolvem a vida quotidiana nos aglomerados urbanos das periferias das grandes cidades. O desemprego, a exclusão, uma cultura de guetto que decorre da não-integração nas sociedades das massas migrantes, o próprio sistema económico regido exclusivamente por valores de mercado, que vê as pessoas como mercadorias - todos estes factores contribuem para um mal-estar social que de dia para dia se agudiza. As respostas baseadas na força não resolvem, naturalmente, o problema, cujas raízes são complexas. Em França, como em Portugal e em toda a Europa, o modelo de desenvolvimento já não consegue esconder as suas feridas.
O Festival de Almada, ao organizar este colóquio em colaboração com o Le Monde Diplomatique, quer lembrar que o teatro (e, por maioria de razões, aquele que se faz na periferia) não pode alhear-se desta realidade.

Participantes
Aniceto Machado, sociólogo
Flora Espanca, do Gabinete de Apoio às Comunidades Imigrantes (Ministério da Administração Interna)
Marina da Silva, jornalista
Representante da Associação Moinho da Juventude
Representante do Colectif des Femmes de Tilleuls

CASA DA CERCA – CENTRO DE ARTE CONTEMPORÂNEA (ALMADA)
Sábado, dia 8 de Julho, pelas 10h30

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ENCONTROS DA CERCA
OUTRO ISLÃO, OUTRO OCIDENTE

ORGANIZADO EM COLABORAÇÃO COM O INSTITUTO INTERNACIONAL DE TEATRO DO MEDITERRÂNEO

Dentro do discurso que tem alimentado as mesas-redondas organizadas pelo IITM em colaboração com o Festival de Almada, parece-nos que seria importante interrogarmo-nos sobre os possíveis caminhos de encontro entre o Ocidente e o Islão, no momento em que muitos pensam que a sua confrontação bélica é o sinal de uma época que ainda vai durar muito tempo. Talvez o problema esteja no conflito entre duas interpretações diferenciadas do Ocidente e do Islão. Interpretações em boa medida opostas e que, não obstante, contam com os respectivos percursos e articulados pensamentos.
Mas talvez, uma vez mais, a batalha esteja a ser travada no campo do pensamento entre duas formas que se enfrentam no interior de cada uma das partes: a que continua pondo ênfase na incompatibilidade de duas civilizações, e a que perspectiva de um ponto de vista histórico os seus postulados, para concluir que uma outra história os tornaria distintos.

JOSÉ MONLEÓN
DIRECTOR DO INSTITUTO INTERNACIONAL DE TEATRO DO MEDITERRÂNEO

Participantes
José Monleón, dramaturgo, ensaísta e professor universitário
David Ladra, ensaísta e professor universitário
António Borges Coelho, historiador
Cláudio Torres, arqueólogo
Representante da Comunidade Islâmica Portuguesa

CASA DA CERCA – CENTRO DE ARTE CONTEMPORÂNEA (ALMADA)
Sábado, dia 15 de Julho, pelas 10h30

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ENCONTRO COM BERNARD SOBEL

Bernard Sobel é a imagem de um criador culto, rigoroso e brilhante. É também um grande animador e um intelectual que pensa e age com uma energia surpreendente. A sua obra está ligada ao Théâtre de Genevilliers, um Centro Dramático Nacional da maior importância na história do teatro francês (vide biografia na página 9).

NOVO TEATRO MUNICIPAL DE ALMADA (ALMADA)
Sexta, dia 7 de Julho, pelas 19h00

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O MÉTODO DE TRABALHO DE ELS JOGLARS,
O PROCESSO DE CRIAÇÃO

Albert Boadella, escritor, dramaturgo, encenador, cenógrafo, actor e professor, fundou em 1961 a companhia Els Joglars, que continua a dirigir. Estudou no Institut de Teatre de Barcelona e no Centre Dramatique de l’Est–Théâtre National de Strasbourg. Muitas das suas encenações causaram enormes polémicas, com processos judiciais, debates políticos e, inclusive, atentados contra a companhia.
Em 1978, por causa do seu espectáculo La Torna, foi acusado de injúrias ao exército e preso: evadiu-se de forma espectacular e exilou-se em França. Uma parte do grupo foi também encarcerada, após ter sido julgada em conselho de guerra.
As obras dos Joglars, satíricas, trágicas e cómicas, decorrem da criação de um estilo pessoal, que consegue um espectacular índice de audiências. A mistura de investigação e popularidade permitiu a grande implantação social das suas obras em Espanha, garantindo a total independência da companhia.
Boadella tem sido actor, director e guionista de diversas séries de televisão, actor e realizador de cinema. É autor de diversos livros, o último dos quais, Franco y yo, foi um best-seller em Espanha.
Os seus espectáculos têm sido apresentados na maioria dos países europeus, Estados-Unidos e América Latina.
A sua obra teatral foi recentemente reunida em dois volumes publicados pelo Institut d’ediciones. É professor desde 1969 do Institut de Teatre de Barcelona. Els Joglars é um caso único e inimitável de teatro na Europa. Boadella, um pensador desconcertante e um humorista impiedoso, é uma das personalidades mais destacadas do teatro espanhol.

TEATRO NACIONAL D. MARIA II (LISBOA)
Domingo, dia 16 de Julho, pelas 16h00

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BECKETT HOJE

Além dos espectáculos programados e da exposição documental, a comemoração do centenário do nascimento de Beckett integra também um debate sobre a figura e a obra do dramaturgo irlandês. No debate participam representantes de todas as criações de textos de Beckett no Festival de Almada.

Participantes
Giulia Lazzarini, protagonista de Os Dias Felizes Francisco Luís Parreira, dramaturgo e tradutor de À Espera de Godot
Machado Acabado, tradutor de Todos os que Caem
Miguel Seabra, encenador de À Espera de Godot

FÓRUM ROMEU CORREIA | SALA PABLO NERUDA (ALMADA)
Quarta, dia 11 de Julho, pelas 18h30

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PORTO. TEATRO. 2006
ORGANIZADO EM CONJUNTO COM O TEATRO MUNICIPAL S. LUIZ

A propósito da apresentação do Teatro Nacional de S. João e de mais três companhias do Porto, o Festival organiza um debate sobre a situação actual do teatro naquela cidade. Na última década a actividade teatral no Porto registou um grande desenvolvimento. Padrões de qualidade e de modernidade aproximaram a segunda cidade do País do espaço europeu e colocaram-na na primeira linha da criação teatral entre nós. O êxito do trabalho desenvolvido não significa, naturalmente, a inexistência de problemas - sendo a escassez de apoios, provavelmente, o mais agudo de todos eles.

Participantes
José Luís Ferreira, director do PONTI
Nuno Cardoso, director do Auditório Nacional Carlos Alberto
Ricardo Pais, director do Teatro Nacional de S. João
Representante da Companhia As Boas Raparigas
Representante da Companhia Ensemble - Sociedade de Actores

TEATRO MUNICIPAL S. LUIZ | JARDIM DE INVERNO (LISBOA)
Sexta, dia 14 de Julho, pelas 16h00

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CONVERSAS NA ESPLANADA
Como habitualmente, realizam-se na Esplanada da Escola D. António da Costa encontros com personalidades de teatro ligadas ao Festival de Almada.

O TEATRO URBANO
Com Christiane Jatahy
Sábado, dia 8 de Julho, pelas 19h00

O TEATRO DA NARRATIVA ORAL
Com Quico Cadaval
Domingo, dia 9 de Julho, pelas 23h30

CARLO TERRON E O TEATRO ITALIANO*
Com Mario Mattia Giorgetti
Segunda, dia 10 de Julho, pelas 23h00

DANÇA E INTERVENÇÃO SOCIAL
Com Tino Fernández
Sábado, dia 15 de Julho, pelas 23h30

DANÇAS TRADICIONAIS EM ÁFRICA
Com o grupo N´Diengoz
Terça, dia 18 de Julho, pelas 19h00

 

*NOTA:
Este colóquio decorrerá no foyer do Teatro Municipal de Almada (Rua Conde Ferreira) logo após a estreia de Esta Noite, Arsénico!.

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LANÇAMENTO DO Nº17 DA REVISTA DOS ARTISTAS UNIDOS:
OS TEATROS QUE VÊM DA NORUEGA

Na sequência da sua participação no Festival de Almada os Artistas Unidos lançam o número 17 da sua revista, intitulada Teatros que vêm da Noruega, que inclui seis peças de teatro de cinco autores: Como um Trovão de Niels Fredrik Dahl, A Mata de Jesper Halle, Peça Alter Nativa e Ifigénia de Finn Iunker, Homem Sem Rumo de Arne Lygre e Frank de Maria Tryti Vennerøds, que será lida pelo elenco dos Artistas Unidos, com a presença da autora. A revista contém ainda artigos de análise das peças publicadas, por Therese Bjørneboe e IdaLou Larsen.

MARIA TRYTI VENNERØDS
Maria Tryti Vennerøds nasceu em 1978 e vive na Noruega. A sua peça Frank ganhou o Primeiro Prémio de Competição Escandinava, no Centésimo Aniversário da Independência da Noruega. Esta peça foi representada pela primeira vez em 2005 no Norwegian Theatre. Em 2005 recebeu também o Prémio Ibsen pela peça Dama I Kuka. A maioria das suas peças foram representadas na Noruega. Em 2000, estreou-se na encenação com o espectáculo Meir, da sua autoria, actividade que repetiu em 2004 com O Serviço de Harold Pinter no Rock Club Mono de Oslo.

NOVO TEATRO MUNICIPAL DE ALMADA | SALA EXPERIMENTAL (ALMADA)
Quinta, dia 6 de Julho, pelas 16h30

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LEITURA DE BREVES TEXTOS PARA A LIBERDADE
DE JOÃO MEIRELES

JOÃO MEIRELES
João Meireles tem o curso do Instituto de Formação, Investigação e Criação Teatral. Elemento do Teatro Universitário de Évora onde trabalhou com Luís Varela, Fernando Mora Ramos, Manuel Borralho. Trabalhou depois com Ávila Costa (Cantina Velha), Adolfo Gutkin (Instituto de Formação, Investigação e Criação Teatral) Aldona Skiba-Lickel, Marina Albuquerque, Carlo Damasco, José António Pires e Camélia Michel. Com o Pogo Teatro colabora desde 1995 em Complexo Titanic (encenação de Ruy Otero), Sent, Mainstream, Play Pause e nos vídeos Handicap, Naif, Road Movie e Zap Splat. No cinema participou em António, Um Rapaz de Lisboa de Jorge Silva Melo e A Drogaria, de Elsa Bruxelas.

TEATRO MUNICIPAL DE ALMADA | RUA CONDE FERREIRA (SALA VIRGÍLIO MARTINHO)
Sábado, dia 8 de Julho, pelas 16h30