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EXPOSIÇÕES

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ARTES PLÁSTICAS

COSTA PINHEIRO – Aspectos de uma retrospectiva.
Obra gráfica 1953-2007
Em colaboração com: Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea

A exposição Costa Pinheiro – Aspectos de uma Retrospectiva. Obra Gráfica 1953-2007, realizada no âmbito do Festival de Almada e organizada pela Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea, apresenta alguns aspectos particulares da obra deste artista. No conjunto, encontram-se patentes 60 obras, entre linóleos, gravuras, serigrafias, posters e cartazes, abrangendo um período de trabalho do autor, de 1953 aos nossos dias.

Bernardo Pinto de Almeida

COSTA PINHEIRO
Nascido em Moura a 6 de Janeiro de 1932, Costa Pinheiro inicia os estudos artísticos na Escola de Artes Decorativas António Arroio.
Expõe individualmente pela primeira vez em Lisboa em 1956, na Galeria Pórtico. Em 1957, faz a sua primeira viagem a Munique, com René Bertholo, Lourdes Castro e Gonçalo Duarte, participando com eles em duas exposições colectivas, na Galeria 17 e na Internationales Haus, Munique.
Bolseiro do Ministério da Cultura da Baviera, estuda na Academia de Belas Artes de Munique. Entre 1960/62 está em Paris, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. Membro fundador do Grupo KWY – com René Bertholo, Lourdes Castro, Jan Voss, João Vieira, Christo, José Escada e Gonçalo Duarte –, e importante agente de renovação das artes plásticas em Portugal na década de 60, Costa Pinheiro desligar-se-ia do meio parisiense e acabaria por dividir a sua vida profissional entre Munique e o Algarve.
A sua obra (com criação relevante no domínio da ilustração) encontra-se representada em várias colecções públicas e privadas, tanto em Portugal como no estrangeiro. Mantendo sempre uma linguagem crítica e lúdica de atenção à tradição e história nacionais, que representa de modo irónico, Costa Pinheiro foi várias vezes premiado. Entre os vários Prémios com que foi distinguido, destacam‑se o Prémio Burda de Pintura, na Haus der Kunst (Munique, 1966) e o Grande Prémio
Amadeo de Souza-Cardoso (2001).
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De 22 de Junho a 2 de Setembro
De Terça a Sexta das 10h00 às 18h00, e Sábados e Domingos das 13h00
às 18h00 (encerra às segundas e feriados)
Galeria do Pátio da Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea

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HOMENAGEM A MESTRE LAGOA HENRIQUES

Professor e mentor de várias gerações de artistas, Mestre Lagoa Henriques é um dos mais destacados escultores portugueses e um dos grandes artistas plásticos do nosso tempo. A exposição de três dos seus mais conhecidos trabalhos — o célebre Fernando Pessoa, que se tornou um ex-libris de Lisboa, a estátua de Camões, que fez para Constância, e a Ilha dos Amores, uma belíssima alusão aos Lusíadas, constituem três momentos de uma obra que ocupa um lugar cimeiro na Arte Portuguesa do século XX.
A exposição na Escola D. António da Costa destes três monumentos de Lagoa Henriques tem implícita a ideia da consagração das duas maiores referências da literatura portuguesa, e da poesia, que é a expressão mais alta da identidade de uma nação. Mas, ao mesmo tempo, ela constitui uma homenagem ao labor criativo de Lagoa Henriques e um pretexto para a reflexão sobre o papel do teatro como lugar de encontro, de cruzamento, e de exaltação das diferentes expressões artísticas.
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De 4 a 18 de Julho
Das 15h00 às 24h00
Escola D. António da Costa (Almada)

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VERA CASTRO
Pintura

Um olhar, muitos olhares...
Quem vê? Quem é visto?
Poder-se-ia contar uma história, muitas histórias, quantas as que se quiser imaginar.
Assim, para começar...
Sentada na plateia “x” foca um pequeno quadrado de pano que não é exactamente o que ainda agora focou, ou não parece, ou qualquer coisa de imperceptível mudou. Aguarda, e há alguma expectativa para que chegue o momento de a luz se apagar e do ruído de fundo também. Enfim, a memória de um ritual que sabe reconhecer desde há muito.
Do outro lado do quadrado que ainda agora focou, “y” pode espreitar sem ser vista por um pequeno buraco, os olhares que não tarda muito se irão cravar sobre si, e isso cria-lhe uma certa tensão. Se calhar, aquele ali vai morrer de tédio, mas talvez aquele outro até a vá desejar e o do lado esboce um certo sorriso. Ah, se pudesse ver como a vão olhar... mas ainda bem que não, pois seria um desastre.
Lá fora, o cheiro intenso de um jasmim e o espectáculo de um céu que se transfigura a cada instante, imenso e avassalador.

Vera Castro

VERA CASTRO
Pintora, cenógrafa, e professora da Escola Superior de Teatro e Cinema, Vera Castro participou em várias exposições e está representada na colecção do Ministério da Cultura e em colecções particulares. Como cenógrafa e figurinista trabalhou em espectáculos de Teatro e Ópera com encenadores como Ricardo Pais, José Wallenstein, João Lourenço, Ana Tamen, Jorge Listopad, Rogério de Carvalho, Mário Feliciano, Gastão Cruz, Nuno Carinhas, João Canijo, Filipe La Féria, A. Gutkin, Rui Mendes, Miguel Guilherme, Alberto Lopes, Paulo Ferreira de Castro, Diogo Infante, Ana Luísa Guimarães e Paulo Filipe. Criou ainda figurinos para obras de Olga Roriz, Paulo Ribeiro, Né Barros e Rui Lopes-Graça. Obteve em 1993 o Prémio da Crítica de Cenografia (por Estrelas da Manhã) e o prémio Sete de Ouro para os melhores figurinos, em 1992 (por Estrelas da Manhã e A Gaivota).
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De 2 de Junho a 31 de Julho e de 1 a 30 de Setembro
Das 14h30 às 20h00 (em dias de espectáculo entre as 20h30 e as 23h00)
Galeria do Teatro Municipal de Almada

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DOCUMENTAIS

CARMEN DOLORES
Comissário: Fernando Filipe

Carmen Dolores, a figura homenageada este ano pelo Festival de Almada, é uma das actrizes mais destacadas do teatro português contemporâneo.
A exposição apresentada nesta edição do Festival, comissariada por Fernando Filipe, consiste numa retrospectiva dos 62 anos da sua carreira teatral: um percurso repleto de êxitos e reconhecimento por parte da crítica e das instituições públicas. Entre outros prémios, Carmen Dolores recebeu o Prémio da Crítica para Melhor Actriz em 1959 (na peça Seis personagens em busca de um autor, de Pirandello) e em 1985 (na peça Virgínia, de Edna O’Brien); o Prémio de Teatro Casa da Imprensa em 1998 (na peça Jardim zoológico de Cristal, de Tenessee Williams); e o Globo de Ouro para Melhor Actriz de Teatro em 2003 (na peça Copenhaga, de Michael Frayn). Foi agraciada com a Condecoração da Ordem de Santiago de Espada (1959) e a Condecoração de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique (2005), atribuída por Jorge Sampaio, então Presidente da República. Foi ainda condecorada com as Medalhas de Mérito Cultural da Secretaria de Estado da Cultura, do Município de Oeiras e do Município de Cascais.

CARMEN DOLORES
Carmen Dolores Cohen Sarmento nasceu em Lisboa em 1924 e deu-se a conhecer ao público através da rádio, onde se iniciou aos 12 anos. Aos 19 anos estreia-se no cinema, como protagonista de Amor de perdição, adaptação de António Lopes Ribeiro do romance de Camilo Castelo Branco. Seguir-se-ão Um homem às direitas (1945), de Jorge Brum do Canto, A vizinha do lado (1945), de Lopes Ribeiro, e Camões (1946), de Jorge Leitão de Barros.
Estreia-se no teatro em 1945, integrada nos Comediantes de Lisboa, e em 1951 passa para o palco do Teatro Nacional de D. Maria II, sob a direcção de Amélia Rey Colaço, onde obtém diversos sucessos entre os quais se salienta Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett. Criou, com outros actores, o Teatro Moderno de Lisboa, no palco do Império, onde desenvolveu um projecto que levou à cena novas encenações de peças de autores consagrados, como Dostoievski, Shakespeare, Strindberg e José Cardoso Pires. Após este período viveu sete anos em Paris.
Na década de 80 trabalhou no cinema com José Fonseca e Costa, em A mulher do próximo (1988 ) e Balada da praia dos cães (1987 ). Em 1998 foi dirigida por Diogo Infante em Jardim Zoológico de Cristal, de Tennessee Williams, no Teatro Nacional.
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De 4 a 18 Julho
Das 15h00 às 24h00
Escola D. António da Costa

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TEATRO MODERNO DE LISBOA [1961/65]
SOCIEDADE DE ACTORES
Organizada em colaboração com o Museu do Teatro

O DESPERTAR DE UMA GERAÇÃO

“A jovem ‘sociedade de actores’ que no fim de 1961 se constituiu, adoptando o nome de Teatro Moderno de Lisboa – TML é um dos casos mais sérios de companhias portuguesas, tanto pelos intuitos que se propõe, como pelos elementos de que dispõe”, podia ler-se na revista Vértice de Fevereiro de 1962.
Esta “sociedade de actores”, coisa nova na nossa vida teatral de então, propunha, com efeito, uma séria renovação do teatro português, desde a forma (autónoma) de se constituírem como companhia, até à concepção total do espectáculo, com uma marcante intervenção de criadores de outras artes, e da escolha dos reportórios.
Constituída por um excepcional grupo de jovens actores (Carmen Dolores, Rui de Carvalho, Rogério Paulo, Costa Ferreira, Armando Cortez, Fernando Gusmão, Morais e Castro, Armando Caldas, entre outros), quase todos vindos do Teatro Nacional Popular de Francisco Ribeiro, esta companhia assumiu-se claramente, desde o seu início, como um agrupamento verdadeiramente independente, sendo por todos considerada como a fundadora dessa forma de teatro em Portugal. A este propósito, lia-se ainda naquele número da revista Vértice que “os anseios do Autor, Actor e Encenador, formam”, nos espectáculos do TML, “um verdadeiro ‘triângulo de juventude’ que é interessante fixar para que se desenhe com verdade um característico aspecto de renovação do teatro em Portugal”. Nas sábias palavras de Carmen Dolores, o que de facto se passou nas idas e (infelizmente) curtas temporadas de 1961/62, 1962/63 e 1964/65 foi o “despertar de uma geração”.
Procurando reunir-se tudo o que restou do TML (fotografias, programas, cartazes, maquetas de cenário, documentos, objectos, recortes de imprensa e a memória de quem o viu em cena ou nele trabalhou), esta exposição documental nasceu através de uma série de reuniões e (proveitosas) conversas entre mim, Carmen Dolores, Morais e Castro, Armando Caldas, às vezes Tito Lívio, e com o imprescindível apoio de Fernando Filipe (aposentado do Museu do Teatro desde Setembro de 2006, mas com um contributo voluntário e fundamental para a realização desta iniciativa), de Vasco Guerra (na montagem) e de Frederico Corado (em tudo o que foi produção multimédia). A exposição Teatro Moderno de Lisboa (1961/65) – Sociedade de Actores tem pois, como objectivo, evocar de dignificação do espectáculo teatral” (Luiz Francisco Rebello) e deste momento
ímpar na História do Teatro Português.
José Carlos Alvarez
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De 4 a 18 de Julho
Das 15h00 às 24h00
Sala Polivalente - Escola D. António da Costa

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PABLO NEDURA
Organizada em colaboração com a Casa da América Latina

O Festival de Almada organiza, uma exposição documental sobre a vida e a obra de Pablo Neruda, de quem, há três anos, se comemorou o centenário do nascimento.
Nesta exposição constam também documentos alusivos à produção de O carteiro de Neruda, de Antonio Skarmeta, com adaptação dramatúrgica de Carlos Porto e encenação de Joaquim Benite, que a Companhia de Teatro de Almada estreou em 1997 e que ainda mantém disponível para digressão.
No dia da inauguração da exposição o actor André Gomes fará um recital de poemas de Pablo Neruda.

PABLO NEDURA
Filho de José Morales, ferroviário, e de Rosa Opazo, professora primária, Pablo Neruda (nascido Neftalí Ricardo Reyes Basoalto) nasceu em 1904 em Santiago do Chile. Em 1921 radicou-se em Santiago e estudou pedagogia na Universidade do Chile. Em 1923 publica Crespusculário, que é reconhecido por escritores como Alone, Raul Silva Castro e Pedro Prado. No ano seguinte surgem os Vinte poemas de amor e uma canção desesperada, de influência modernista. Em 1927 inicia a sua longa carreira diplomática, sendo nomeado cônsul na Birmânia. Em 1935 é nomeado director da revista Cavalo verde para a poesia, na qual é companheiro dos poetas da geração de 27. Em 1945 é eleito senador e obtém o Prémio Nacional de Literatura. Em 1950 publica Canto geral, onde adopta uma intenção social, ética e política. Seguem-se Os versos do capitão (1952), As uvas e o vento e Odes elementares (1954).
Em Outubro de 1971 recebe o Prémio Nobel de Literatura. Durante as eleições presidenciais, nos anos 70, renunciou à sua candidatura em favor de Salvador Allende, também ele marxista. Allende viria, no entanto, a ser assassinado durante o golpe de Estado militar liderado por Augusto Pinochet.
Pablo Neruda morreu em Santiago do Chile a 23 de Setembro de 1973. O seu funeral foi uma das primeiras e emotivas manifestações públicas contra o golpe de Pinochet. Postumamente foram publicadas suas memórias, com o título Confesso que vivi.
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De 3 a 18 de Julho, de segunda a sexta
Das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00
Casa da América Latina (Av. 24 de Julho, 118-B Lisboa)

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OS MEUS COLÓQUIOS
Fotografias de Xico Braga

Cada fotografia é um particular momento que a emulsão fotográfica fixa. Olhar a imagem de acontecimentos que vivemos é trazer à memória uma variedade de sentimentos e emoções que nos enriquecem.
As imagens desta exposição, homenagem do fotógrafo ao Festival, são a manifestação do seu regozijo pela existência dos Colóquios – partilha das histórias dos espectáculos e dos seus criadores com o Público, e da Esplanada – lugar de encontro e de discussão dos amigos que são o Público do Festival. Aqui, nestas fotos soltas, se recordam amigos e conhecidos, que a todos nos representam, e pequenas vivências desse modo de ser Festival, e ser no Festival: público frequentador dos Colóquios e da Esplanada.
O fotógrafo não pretendeu documentar, para que a posteridade tenha os seus registos. Ao fotografar, a partir do seu lugar de assistente convicto dos Colóquios, quis saudar os outros que, como ele, gostam de ouvir falar “quem sabe”, do que sabe.

Xico Braga

XICO BRAGA
Nasceu em 1950 e é professor do Ensino Secundário. Dificilmente chegará a titular. Tem desenvolvido actividades de divulgação da fotografia nas escolas onde tem trabalhado. É autor do livro de fotografia Seixal – Memórias com futuro, em parceria com a fotógrafa Rosa Reis. Publicou alguns livros de poesia e um livro de histórias para crianças.
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De 4 a 18 de Julho
Das 15h00 às 24h00
Pátio da Escola D. António da Costa

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ERLAND JOSEPHSON
Organizada em colaboração com a Sfi e Dramaten, e com o apoio da Embaixada da Suécia em Portugal

Há anos na Suécia, realizei para a rádio uma adaptação de Os autonautas da cosmopista, de Júlio Cortázar. E trabalhei com Erland Josephson. Os dias de gravação foram de puro prazer. O texto de Cortázar já é cheio de achados e subtilezas, mas interpretado por Erland Josephson tornava-se simultaneamente hilariante e profundamente belo. E ele, actor com grande carreira no teatro e no cinema, era de uma generosidade impressionante. Não parava de experimentar novas maneiras de dizer, procurar novas entoações, para me surpreender. E era uma fonte inesgotável de histórias acerca de teatro, da arte e da vida. As suas palavras cheias de espiritualidade e sabedoria fixaram-se na minha memória como conselhos a seguir na carreira artística.
Quando li Uma peça de teatro foi como ouvir a sua voz de novo. Ri alto ao ler o texto no computador e não descansei até conseguir traduzir e encená-lo. Infelizmente, Erland Josephson não poderá estar presente na estreia em Almada, conforme estava previsto. A sua doença, a de Parkinson, piorou e já não pode deslocar-se ao estrangeiro. Ficam as suas palavras cheias de humanidade e humor.

Solveig Nordlund

ERLAND JOSEPHSON
Erland Josephson nasceu em 1923 em Estocolmo e começou a trabalhar como actor no Teatro Municipal de Helsingborg, onde Ingmar Bergman era director. Manteve-se no Teatro Municipal de Gothenburgo e em 1956 entrou para o Teatro Nacional, o Dramaten, onde interpretou mais de sessenta papéis.
Participou também num grande número de filmes, realizados por Ingmar Bergman, Mai Zetterling, Andrej Tarkovskij, Istvan Szabo, Theodor Anglopoulos e Liv Ullman.
Publicou um grande número de romances e livros autobiográficos, duas colectâneas de poesia e escreveu cerca de quarenta peças para o palco, rádio e televisão, sendo as suas últimas peças Uma peça de teatro, de 2004, e Os apanhadores de flores, de 2006.
Entre 1966-75 foi Director do Dramaten e em 198 interpretou Gajev numa encenação de Peter Brook na Brooklyn Academy of Music, em Nova Iorque, vencendo um Orbie para Melhor Actor.
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De 5 a 29 de Julho (após o período do Festival a exposição encerra às segundas)
Das 14h30 às 22h00
Foyer do Teatro Municipal de Almada

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IRLANDA , LUGAR DE JORNADA
(de “Eyre”-land, do francês antigo “erre”, do latim “iter”: “jornada, caminho, viagem”)
Organizada em colaboração com a Embaixada da Irlanda e a Irish Association

Mostrar uma ilha surpreendente é o objectivo desta exposição sobre a Irlanda e os Irlandeses, a sua história, cultura e modos de vida. Pretende-se mostrar a diversidade e riqueza de um país e de um povo que foram, no século XX, protagonistas da História contemporânea, em diversas das suas vertentes.
Sob as estrelas da Irlanda desenrolaram-se alguns dos acontecimentos mais marcantes do século passado: a luta pela independência contra a Inglaterra, a emigração em massa para os Estados Unidos, a guerra civil no Ulster, a oposição entre católicos e protestantes, entre republicanos e monárquicos, entre partidários da independência e lealistas fiéis ao Reino Unido.
Ilha fortemente marcada pela emigração, nomeadamente no século XIX, há mais descendentes de irlandeses em todo o Mundo do que Irlandeses na própria Irlanda. São três milhões e meio na República da Irlanda, um milhão e meio na Irlanda do Norte, os primeiros maioritariamente católicos, os segundos maioritariamente protestantes.
Hoje, a Irlanda são duas realidades politicamente distintas: a norte, seis condados integram a Irlanda do Norte, que faz parte do Reino Unido; a maior parte da ilha integra a República da Irlanda, independente desde 1921, após um longo e por vezes sangrento processo de independência. Dublin, Corke e Waterford são as principais cidades da República; Belfast e Londonderry são os centros urbanos mais importantes do Norte, até há bem pouco tempo palcos de violência que parece ter sido ultrapassada após um difícil processo de paz protagonizado pelo IRA.
Mas a Irlanda é mais do que isso; é a ilha onde nasceram dramaturgos e escritores da envergadura de Wilde e Shaw, de Beckett e Joyce, de Synge e Yeats. É a ilha onde nasceu Sean O’Casey, a ilha onde decorre a acção das suas peças. Três destes autores (Shaw, Beckett e Yeats) e ainda Seamus Heaney ganharam o Prémio Nobel da Literatura.
Mas é também a ilha onde cresceu e se desenvolveu uma forte cultura musical urbana e suburbana que conquistou o Mundo, e cujos protagonistas se chamam Bono e os U2, Bob Geldolf e os Boomtown Rats, os Corrs, os Cramberries, Sinnead O’Connor.
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De 5 a 18 Julho
Das 14h30 e as 22h00
Livraria do Teatro Municipal de Almada

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LAGARCE VISTO POR JORGE GONÇALVES
Organização: Artistas Unidos, em colaboração com o Instituto Franco-Português

A propósito da apresentação, no Instituto Franco-Português, da peça História de amor (últimos capítulos), de Jean-Luc Lagarce, Jorge Gonçalves apresenta um conjunto de trinta e três fotografias das peças do dramaturgo francês que os Artistas Unidos produziram desde 2004: Tão só o fim do Mundo, As regras da arte de bem viver na sociedade moderna, Music-hall e História de amor (últimos capítulos). Cumplicidade e proximidade.

JORGE GONÇALVES
Jorge Gonçalves nasceu em 1967. Em 1992 fez o curso de Fotografia Geral na E.T.I.C., sob orientação de José Fabião e Daniel Blaufuks. Mais tarde frequenta os Workshops I e II dos MauMaus, com orientação de Álvaro Rosendo, Daniel Blaufuks e Adriana Freire. Em Maio de 199 4, conjuntamente com Rui Palma, cria o Projecto Amnésia Dança, que continua sozinho a partir de 199 6. Fotografa os espectáculos dos Artistas Unidos desde 1998 .
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De 5 a 17 de Julho
Segunda a Sexta das 9h00 às 21h00 e Sábados das 9h00 às 13h00 (em dias de espectáculo a exposição fica aberta até ao final da sessão).
Instituto Franco-Português (Lisboa)