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FOTOGRAFIA

CHE! MITO E REVOLUÇÃO

Organização: Câmara Municipal de Almada
Integrada no programa de exposições do Festival de Almada
Co-produção: Californian Museum of Photography e 212 BERLIN
Curadora: Trisha Ziff


Para assinalar a sua 25ª edição o Festival de Almada acolhe a exposição Che! Mito e Revolução, já apresentada em cidades como Nova Iorque, Londres, Amesterdão, Milão, e Barcelona. Che! Mito e Revolução foi criada em torno da célebre fotografia Guerrillero Heroico, da autoria de Alberto Korda, e que é a imagem de Ernesto “Che” Guevara mais conhecida e reproduzida em todo o Mundo. Ao longo dos anos este retrato manteve-se um símbolo de revolução e de rebelião juvenil, apesar da sua reprodução massiva em posters, t-shirts e objectos kitsch (desde o cartaz promocional do álbum American life, de Madonna, até à Nota de cinco dólares, de Pedro Meyer, em que a imagem de Che substitui o rosto de Abraham Lincoln).

A exposição Che! Mito e Revolução reúne trabalhos de artistas como Vik Muniz (EUA/Brasil), Rubén Ortiz Torres (México), Martin Parr (Inglaterra) e Marcos Lopez (Argentina), bem como um conjunto de magníficos posters originais cedidos pelo Center for the Study of Political Graphics de Los Angeles, e artefactos em que se incluem insígnias e objectos evocativos da memória de Che. Estas imagens mostram a evolução da fotografia de Korda desde a criação original até à sua utilização contemporânea.

O retrato de Ernesto “Che” Guevara, Guerrillero Heroico, foi tirado a 5 de Março de 1960 por Alberto Díaz Gutiérrez (1928-2001), também conhecido como Alberto Korda, enquanto fotografava para o jornal cubano Revolución. Korda, antigo fotógrafo de moda e publicidade, tornou-se, após a Revolução Cubana, fotógrafo pessoal de Fidel Castro. No momento eternizado por esta fotografia Che Guevara encontrava-se numa tribuna ao lado de várias autoridades cubanas, enquanto participava num memorial às 136 vítimas da explosão de La Coubre, um atentado contra-revolucionário terrorista. O que inspirou o fotógrafo foi a intensidade da expressão de Che, que descreve como “encabronado y dolente”. Na imagem original, Che está entre um homem e as folhas de uma palmeira. Contudo, durante o processo de impressão da fotografia, Korda isolou Che, surgindo desta forma a imagem ícone do seu expressivo e intenso rosto.

  De 28 de Junho a 7 de Setembro 
De Quarta a Sábado das 10h00 às 24h00,
Terças e Domingos das 10h00 às 18h00.
Fórum Municipal Romeu Correia (Almada)
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ARTES PLÁSTICAS

JOÃO VIEIRA
Não Pintura

Em colaboração com: Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea

João Vieira começou a trabalhar no final dos anos 50 e desde então não tem parado de nos surpreender. Haverá os que o definam, genericamente, como “pintor de letras”. Mas dizer isso é afirmar pouco, apenas uma parte — porventura a mais dermatológica ou aparente, ou até por vezes ilusória — do seu trabalho. (...) Para lá da aparência, como poderemos então orientar-nos no labirinto criativo deste artista?

Aparentemente difusa, na sua pluralidade de experiências, de media e referentes formais (plásticos e outros), dividindo-se pela pintura, desenho, grafismo, cenografia, performance, criação de objectos, a obra de João Vieira é afinal congregadora. Assim podemos testemunhar, em poucas peças, nesta exposição na Casa da Cerca, significativamente intitulada Não Pintura, desde logo assumindo um campo de acção outro. Mas, dentro destes outros campos criativos, que relação existe? Que relação entre as letras gregas (2000-2008) que surgem na cisterna, as mãos (1973-2008) e caretos (2007) da Galeria do Pátio, e Incorpóreo III (1972-2000) que aqui convive na capela com outras cenografias? O desenho. Ou antes, a noção de cenografia como face do Mundo.

Emília Ferreira

  De 20 de Junho a 31 de Agosto 
De Terça a Sexta das 10h00 às 18h00, e Sábados e Domingos das 13h00 às
18h00 (encerra às Segundas e feriados)
Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea (Almada)
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EXPOSIÇÃO DOCUMENTAL

HOMENAGEM A JOÃO VIEIRA

O pintor e cenógrafo João Vieira é, este ano, não só o autor do poster do 25ºFestival de Almada, mas também a personalidade escolhida para a tradicional homenagem que o Festival faz em cada edição a nomes destacados do teatro português. É a primeira vez que a autoria do cartaz oficial e a distinção de Figura Homenageada coincidem na mesma pessoa.

João Vieira, nome prestigiado das artes plásticas portuguesas, teve um largo e intenso papel nas transformações ocorridas no teatro em Portugal. Sobretudo a partir dos anos 70 a sua colaboração com várias companhias de teatro (entre as quais o Grupo de Campolide, em cujo desenvolvimento teve um papel fulcral) foi determinante para a renovação estética e para a criação de novas linguagens cenográficas. Ligado ao chamado “teatro independente”, o seu labor artístico influenciou vários dos colectivos que vieram a afirmar-se no panorama teatral do nosso País. Homem de teatro e artísta plástico, como muitos criadores das décadas de 60 e de 70, João Vieira foi também encenador. É sobre a sua multifacetada e interventiva obra tanto como artista plástico como homem de teatro que o Festival de Almada apresenta na Escola D. António da Costa, uma exposição alusiva, comissariada pelo também cenógrafo Fernando Filipe.

No espaço definido entre a referida exposição e o Palco Grande estará também patente um grupo escultórico de João Vieira. A exposição abrange ainda elementos cenográficos e ocupa, além dos espaços já indicados, a sala habitualmente destinada às recepções organizadas a seguir aos espectáculos.

  De 4 a 18 de Julho 
Das 15h00 às 24h00
Escola D. António da Costa (Almada)
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EXPOSIÇÃO DOCUMENTAL

25 VEZES FESTIVAL

Muitas companhias de muitos países de praticamente todos os continentes. Actores, encenadores, cenógrafos, figurinistas, técnicos. Peças de autor, clássicos e contemporâneos, nacionais e estrangeiros. Mas também criações colectivas. E espaços para a dança contemporânea. E para a ópera, a música, as artes plásticas, a fotografia, às vezes o cinema. Nas salas convencionais, nos palcos improvisados que, ano após ano, se vão transformando em espaços indispensáveis de quinze dias urgentes de teatro. Sempre em Julho, sempre em Almada mas também em Lisboa.

Os espectáculos de honra, as personalidades homenageadas. O reconhecimento, a homenagem. E o prazer da descoberta. E os espectadores, os amigos. Os debates, os colóquios, o convívio.

Tudo começou em 1984 no Beco dos Tanoeiros no coração de Almada. O percurso de um festival que, ano após ano, se foi afirmando através da prestação artística de cada actor, de cada grupo, de cada companhia, de cada colectivo.

  De 4 a 18 de Julho 
Das 15h00 às 24h00
Escola D. António da Costa (Almada)
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EXPOSIÇÃO DOCUMENTAL

O TEATRO HUMANO DE PETER ZADEK

Fotografias de Gisela Scheidler
Comissária: Jenny Baese
Em colaboração com a Akademie der Künste


A Akademie der Künste (Academia das Artes) de Berlim dedicou no ano passado a Peter Zadek (ver biografia na pág. 27), um dos mais significativos encenadores da actualidade (cuja encenação de Peer Gynt, de Ibsen, é apresentada nesta edição do Festival pelo Berliner Ensemble) uma exposição monográfica. Desta abrangente exposição, que ocupava 14 salas, a fotógrafa Gisela Scheidler, colaboradora de longa data do encenador alemão, seleccionou uma série de dezassete fotografias de Peer Gynt (das quais três são em grande formato) e uma série de 36 quadros que documentam o processo criativo do espectáculo Conto de inverno, de Shakespeare, estreado no Schauspielhaus de Hamburgo em 1978. Esta série de quadros revela a forma como Zadek se inspira em fotografias e gravuras para criar cenários e figurinos, mas também personagens. Fazem também parte desta exposição vários filmes de obras dirigidas por Zadek, bem como um documentário sobre o processo de criação de Peer Gynt, produzido para o Berliner Ensemble.

  De 4 Julho a 30 de Outubro 
Das 14h30 às 22h00
Foyer e Livraria do Teatro Municipal de Almada
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ARTES PLÁSTICAS

O MISTÉRIO DO ESPAÇO

Malgorzata Zak


Malgorzata Zak é pintora, cenógrafa e pedagoga. Em 1972 licenciou-se em Pintura e Escultura na Faculdade de Belas Artes em Gdansk/Polónia. Após completar os estudos, começou a trabalhar como designer de palco no Baltic Opera, Wybrzeze Theatre, em Gdansk, Musical Theatre, em Gdynia, bem como no Great Opera Theatre, em Varsóvia. Simultaneamente, apresentou os seus trabalhos de pintura em várias exposições colectivas e individuais, e em encontros de pintores internacionais na Polónia, Alemanha e Finlândia.

Foi para Espanha em 1985, com uma bolsa artística que lhe foi concedida pelo Ministro Espanhol dos Serviços Estrangeiros e o Ministro da Cultura e das Artes. A partir de 1986 vive permanentemente em Madrid. Desde que partiu da Polónia tem exibido as suas obras e realizado trabalhos cenográficos em Espanha, Portugal, Alemanha, Polónia e outros países, mantendo também uma permanente colaboração com importantes festivais de teatro na Europa. É professora e responsável pela cadeira de figurinismo da Faculdade de Belas Artes, assumindo também a posição de deão do Departamento de Desenvolvimento e Promoção Artística do Royal Higher Dramatic School / RESAD / em Madrid.

  De 4 de Julho a 30 de Setembro 
Das 14h30 às 20h00 (em dias de espectáculo também entre as 20h30 e as 23h00)
Galeria do Teatro Municipal de Almada
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