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ESTA NOITE, ARSÉNICO!
de Carlo Terron | TEATRO
CRIAÇÃO NO FESTIVAL
COMPANHIA DE TEATRO DE ALMADA
ENCENAÇÃO DE MARIO MATTIA GIORGETTI
ALMADA

PRODUÇÕES PORTUGUESAS


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Um casal aparentemente feliz, Bice e Lorenzo, vive num inferno strindbergiano. Ela é uma mulher frontal, viciada no trabalho, ninfomaníaca, que dirige uma agência funerária, enquanto que ele é um intelectual, um rato de biblioteca introspectivo, sexualmente impotente devido aos ataques da sua esposa.
Trata-se de duas personagens simbólicas, vivendo no limite, mas nem por isso completamente estranhas ao nosso Mundo. Durante os períodos de ócio, estabelecem o pacto de entrar num jogo que lhes permita recuperar o erotismo e a paixão extinta. Durante este duelo, algumas verdades cruéis vêm ao de cima, assim como alguns desejos inconfessáveis, fatias violentas de vida, reprimida e negada, escondida nas profundezas dos dias que correm.

CARLO TERRON
Itália tem em Carlo Terron (Verona, 1910 -Milão, 1991) o seu Anouilh do pós-guerra, e o seu comediógrafo mais actual e vital, depois de Ugo Betti e Eduardo De Filippo, entre os pós-pirandellianos.
Da tragédia ao vaudeville, Terron percorreu todo o itinerário dos géneros teatrais. Deitou abaixo falsas fortalezas, com a arma de dois gumes da ironia, alcançando um grande relevo na evolução do teatro italiano existencialista. A consciência de um pessimismo subliminar é constante, e confere espessura dramática, quiçá alusiva, a muitas das suas piadas. E todas as suas personagens a este fundo de conformação pessimista opõem a substância da própria força dramática, traduzindo-a num diálogo pleno de ritmo e, muitas vezes, vibrante de divertimento malicioso.
Giorgio Pullini

MARIO MATTIA GIORGETTI
Mario Mattia Giorgetti, encenador, actor, e director da revista Sipario, diplomou-se em 1961 no Piccolo Teatro di Milano, onde trabalhou com Giorgio Strehler. Encenou mais de sessenta peças de, entre outros, Beckett, Ionesco, Camus, Osborne, Albee, Arrabal e Molière, tendo dirigido duas produções na Broadway. Foi director durante quatro anos do Teatro Olimpico di Vicenza. Entre 1981 e 1984 foi director artístico do Festival de Taormina, do Festival dos Confrontos Internacionais do Espectáculo de Kamarina, do Festival das Ilhas Eólias, e do Milano-New York Festival. Dirigiu durante dois anos o Teatro dell’Arte de Milão, e durante quatro anos o Teatro Litta, também dessa cidade.

Intépretes Alberto Quaresma e Teresa Gafeira
Tradução José Colaço Barreiros Cenário Tiziana Gagliardi
Assistência de encenação Sebastiana Fadda
Luz José Carlos Nascimento


21h30 Segunda 10
19h00 Terça 11
19h00 Quarta 12


Língua português
Duração 1h20





BILHETEIRA